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Mundo

Premiê e presidente do Iraque disputam controle do país

media O primeiro-ministro do Iraque, Nouri al-Maliki, diz que vai lutar por seu terceiro mandato no cargo. IRAQ-SECURITY/ALISULEIMAN REUTERS/Thaier Al-Sudani/Files

Em um violento discurso na televisão, o primeiro-ministro iraquiano, o xiita Nouri al-Maliki, acusou neste domingo (10) o novo presidente iraquiano, Fouad Massoum, de violar a Constituição e entrou com uma ação da Justiça contra ele. Logo depois, forças fieis ao primeiro-ministro se posicionaram em setores estratégicos da capital Bagdá. Maliki diz que vai brigar por um terceiro mandato no governo.

Na manhã desta segunda-feira (11), a Corte Federal Iraquiana confirmou que o partido de al-Maliki é o mais importante do Parlamento e que sua coalizão deve nomear o primeiro-ministro, segundo a Constituição do país.

Maliki anunciou em rede nacional de televisão ontem que entrou com uma ação na Justiça contra Fouad Massoum. Maliki acusa o presidente de ter desrespeitado a Constituição do Iraque ao não encarregá-lo para formar um novo governo.

No poder desde 2006, o primeiro-ministro, que é extremamente criticado por seu autoritarismo e por marginalizar a minoria sunita, também declarou que vai lutar por um terceiro mandato no posto.

Um hora e meia antes do pronunciamento de Maliki, forças especiais iraquianas, apoiadas por milícias xiitas, ocuparam pontos estratégicos de Bagdá, fecharam ruas e se posicionaram em torno da área conhecida como "zona verde", bairro altamente protegido, onde estão baseadas as principais instituições do país.

Queda de braço

A queda de braço na cúpula do governo iraquiano acontece em meio a uma violenta ofensiva jihadista no Curdistão iraquiano. O avanço dos rebeldes do Estado Islâmico, que ocupam boa parte do território iraquiano desde o início de junho, resultou na expulsão de mais de 200 mil pessoas da minoria Yazidi do norte do país.

No começo desta tarde, a Aliança Nacional Iraquiana, o bloco xiita do Parlamento, anunciou Haidar al-Abadi como candidato a substituir al-Maliki. A coalizão do premiê integra o grupo, mas ainda não se pronunciou sobre a decisão.

Crimes contra a humanidade

No final desta manhã, A Liga Árabe acusou a rebelião de "crimes contra a humanidade", pela perseguição dos Yazidis. Eles correm o risco de morrer nas montanhas do norte do país onde se refugiaram.

Mais cedo, o secretário de Estado americano, John Kerry, reafirmou seu apoio ao presidente iraquiano e pediu a al-Maliki que não acentue a crise política no país. "Esperamos que Maliki não cause mais problemas", declarou Kerry.

O secretário de Estado também lembrou que os Estados Unidos apoiam um processo de seleção de um novo primeiro-ministro que possa representar as aspirações do povo iraquiano, instaurando um governo de união nacional e que não vão aceitar nenhuma espécie de manipulação do processo constitucional ou judiciário.

A Itália fez o pedido de uma reunião urgente dos chefes da diplomacia europeia para um apoio humanitário e militar ao governo curdo. De acordo com a ministra italiana das Relações Exteriores, Federica Mogherini, é preciso encontrar maneiras mais eficazes de impedir o avanço dos jihadistas do Estado Islâmico, que ocuparam boa parte do território iraquiano desde o início de junho.

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Lamentamos, mas o prazo para estabelecer a ligação em causa foi ultrapassado.