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Artigo

Ex-presidente do Iêmen consegue escapar de cerco na capital

media Em Sana, manifestantes pedem o retorno do presidente Abd Rabo Mansur Hadi. REUTERS/Khaled Abdullah

O presidente demissionário do Iêmen, Abd Rabo Mansur Hadi, que renunciou ao cargo por pressão das milícias xiitas, conseguiu deixar a sua casa pela primeira vez neste sábado (21) desde que passou a viver em prisão domiciliar, vigiado por milicianos. Ele deixou a capital, Sanaa, e foi para a Aden, sua região natal.

"Ele conseguiu abandonar sua casa na manhã de sábado para viajar até Aden, a capital do sul do país", afirmou um conselheiro à agência de notícias AFP. A fonte não revelou as circunstâncias da viagem ou se as milícias xiitas Ansaruallah, também conhecidas como huthis, permitiram a saída. "O chefe de Estado demissionário saiu de Sanaa sem nenhum acordo, sem informar a nenhum partido político", disse a fonte, que pediu anonimato.

Hadi renunciou em janeiro, pressionado pelos huthis, que controlam a capital, onde chegaram em setembro. No início de 2015, a Ansaruallah assumiu o controle de prédios oficiais, incluindo o palácio presidencial. As circunstâncias obrigaram o presidente e o então primeiro-ministro, Khaled Bahah, a abandonarem os cargos, mas as renúncias jamais foram oficializadas pelo Parlamento.

Pressão da ONU

O Conselho de Segurança da ONU pediu na semana passada às milícias xiitas que saíssem dos prédios governamentais e libertassem o presidente e o primeiro-ministro, também em prisão domiciliar.

Em Aden, Hadi deve fazer um pronunciamento à televisão no máximo até segunda-feira, segundo informou um conselheiro. Os huatis não têm qualquer influência sobre as províncias do sudeste do país, onde fica a cidade. Eles controlam as regiões do norte do país e, em poucos meses, conseguiram se espalhar para a zona costeira e a capital.
 

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