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Mundo

Partido de Aung San Suu Kyi decidirá em breve se participa de eleições no final do ano

media Aung San Suu Kyi, no dia 3/4/15. REUTERS/Soe Zeya Tun

A opositora birmanesa Aung San Suu Kyi, 70, afirmou neste sábado (20), que seu partido decidirá em breve se vai boicotar as eleições presidenciais do fim de ano, consideradas cruciais para a transição democrática após quase meio século de ditadura militar. Enquanto isso, ela continua a batalha para mudar a Constituição da junta,  que impede sua candidatura à presidência.

Em um discurso para os dirigentes da Liga Nacional para a Democracia (LND), Suu Kyi não explicou se o partido disputará as primeiras eleições gerais em 25 anos no país. O pleito, prevista para outubro ou novembro, representa um teste crucial para as reformas democráticas em Mianmar após décadas de governo da junta militar, que anunciou o próprio fim em 2011.

Apesar das pesquisas apontarem um bom resultado da LND no caso de eleições livres, Suu Kyi não pode, de acordo com a Constituição, disputar a presidência por ter sido casada com um estrangeiro. Além disso, seus dois filhos são britânicos.

"A Liga Nacional para a Democracia decidirá em breve se disputará as eleições ou não. Após nossa decisão, vamos escolher nossos representantes", afirmou. A vencedora do prêmio Nobel da Paz havia se recusado em um discurso anterior a descartar a possibilidade de boicote, enquanto seu partido tenta mudar a Constituição herdada da junta militar.

Reforma constitucional

A campanha a favor de uma mudança no texto constitucional, prometida para depois da votação de 2015 por um regime reformista ainda liderado por militares, é cada vez mais insistente. Mas os militares não aceitam a redução de seus privilégios eleitorais, que garantem 25% das cadeiras no Parlamento.

Eleições em 2011 foram marcadas por acusações de fraude e não contaram com a participação da LND. Apesar das reformas econômicas e política iniciadas, os grupos de defesa dos direitos humanos e Suu Kyi alertam para uma estagnação na transição do país par a democracia.

A LND disputou as últimas eleições gerais no país, em 1990, e venceu com ampla maioria, mas não chegou a governar o país. Apesar da vitória, Aun Sang Suu Kyi foi colocada em prisão domiciliar durante anos.

(com informações da AFP)

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Lamentamos, mas o prazo para estabelecer a ligação em causa foi ultrapassado.