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Mundo

Arroz do Camboja, uma herança cultural

media Pavilhão do Camboja na Expo Milão 2015. Sokminh Eang

O Camboja participa na Exposição Universal de Milão no “cluster” do arroz, sob o tema “Arroz, uma cultura oriunda de uma terra com uma herança cultural forte”. O país quer, assim, mostrar a tradição do arroz e as perspectivas para o futuro e para o papel que o Camboja pode ter na segurança alimentar mundial.

O Camboja escolheu como tema para a Expo Milão 2015 “Arroz, uma cultura oriunda de uma terra com uma herança cultural forte”, mostrando o desejo de ser conhecido não apenas pelos eventos trágicos da sua história, da sua cultura, mas também pelas técnicas de produção alimentar que constitui a cultura do arroz.

Decorado com campos de arroz e bacias hidrográficas, o pavilhão do Camboja sabe associar história e cultura. De notar que o Camboja é um dos quatro países produtores de arroz ao lado da antiga Birmânia, Laos, Serra Leoa e Índia.

Os visitantes entram por uma passagem que imita o templo de Angkor. Depois, descobrem uma sala decorada com arrozais artificiais que mostram homens e mulheres a fazer a colheita.

Ao lado deste cenário, encontramos a exposição dos produtos biológicos feitos no Camboja: açúcar de palma, pimenta de Kampot, chá, álcool de arroz e, claro, o arroz sob todas as formas. Há ainda os utensílios e equipamentos usados pelos camponeses.

Vestida com os trajes tradicionais, Sophea, a recepcionista, mostra-se contente com o sucesso da exposição. Ela contou-nos que muitos visitantes não sabiam que o Camboja é um grande produtor de arroz e que muitos desconheciam totalmente a existência deste país. Há até quem fique com vontade de visitar o Camboja. De acordo com Sophea, o pavilhão recebeu mais de visitantes que o esperado: mais de 1,6 milhões de pessoas em cinco meses. Todos os produtos biológicos foram vendidos e os panfletos distribuídos.

De acordo com Dorn Dyna, o responsável do pavilhão do Camboja, participar num evento desta dimensão é uma bela oportunidade para mostrar as capacidades do país nas áreas comercial, económica e turística, nas quais o Camboja aposta tendo em vista o crescimento económico comercial e o mercado do emprego.

O Camboja vive da cultura do arroz e a ambição de se transformar num actor de relevo na exportação mundial pode contribuir para a segurança alimentar, declara o responsável.

"A Exposição Universal de Milão tem como tema ‘Alimentar o planeta’. O Camboja escolheu aliar a alimentação e a cultura porque os jovens conhecem principalmente o templo de Angkor e não a gastronomia khmer. No Camboja, o arroz é um alimento de base e o governo quer aumentar a exportação ao máximo a partir de 2015. Por outro lado, estar na Expo é também uma oportunidade para mostrar o potencial turístico do país”, declarou.

À direita da sala, perto da carroça de bois, encontramos a representante dos jovens agricultores do Camboja, Ngem Sovannry, oriunda de Takeo. Lá na terra, ela possui uma pequena parcela de terreno. Ngem Sovannry apela as jovens gerações a irem para a agricultura para alimentar a população que não pára de crescer.

No meio da multidão, ela descreve a sua profissão, com orgulho: “Todo o ano alterno entre a cultura do arroz e dos legumes, faço uma agricultura bio, intensiva e à escala familiar. Quando trabalhamos a terra, é preciso respeitá-la. Não utilizo produtos químicos, uso apenas fertilizantes naturais. A cultura biológica, o respeito pela terra e pela natureza, a selecção das variedades são o segredo do meu sucesso!”.

Consciente das mudanças climáticas e da necessidade de desenvolver uma indústria alimentar sustentável, o Camboja procura melhorar, incessantemente, a sua técnica e o sistema de irrigação e desenvolver a sua agricultura. Além da apresentação da sua herança, o Camboja espera partilhar/trocar a sua experiência com outras nações produtoras de arroz e promover os seus produtos agrícolas, incluindo o próprio arroz, eleito como o melhor do mundo dois anos seguidos.

(Reportagem de Sokminh Eang, em Milão.)
 

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