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Mundo

G20 condena atentados de Paris

media Os chefes de Estado e de Governo dos países mais ricos do planeta estão reunidos este domingo em Antalya,Turquia REUTERS/Murad Sezer

Os chefes de Estado e de Governo dos países mais ricos do planeta estão reunidos este domingo em Antalya, uma estação balnear no sul da Turquia. Na agenda, fixada ainda antes dos atentados de Paris, consta a guerra na Síria, a luta contra os ‘jihadistas’ extremistas do autodenominado Estado Islâmico.

Segundo o comunicado a que teve acesso a agência Reuters, os dirigentes políticos condenam os atentados de Paris e continuam determinados na luta contra o terrorismo. Os chefes de Estado e Governo do G20 prometem ainda lutar contra o financiamento do terrorismo, de cooperar de forma mais eficaz na troca de informação e reforçar o controlo das fronteiras, assim como, o tráfico aéreo.

Em conferência de imprensa, após um encontro com o homólogo norte-americano, Recep Tayyip Erdogan afirmou que a Turquia vai exprimir a sua determinação na luta contra o terrorismo. " Nós estamos confrontados com uma concertada e ofensiva terrorista. Este acto terrorista não é unicamente dirigido à França, mas sim contra toda a humanidade", afirmou o chefe de estado Turco.

Presidente norte-americano e russo reúnem-se

À margem do G20, reuniram-se hoje o chefe de Estado norte-americano e o presidente russo. Não se sabe ao certo da duração desta reunião, nem especificamente as questões que foram debatidas. São conhecidas as relações complicadas entre os dois países sobre a Síria e a Ucrânia.

O Presidente russo, Vladimir Poutine, apelou à unidade na luta contra o terrorismo, numa altura em que são conhecidas as opiniões contrárias entre a Rússia e os países ocidentais sobre a estratégia a adoptar sobre a Síria, onde está implantado o Estado islâmico. No seio dos países membros do G20 Moscovo é o único país a demonstrar apoio ao presidente sírio, Bachar al Assad.

A França quer decisões concretas

Quarenta e oito horas depois dos atentados que atingiram o coração da França, o país quer mais do simples declarações de intenções. Em Antalya, o país está representada pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Laurent Fabius e pelo ministro das Finanças Michel Sapin, que afirmaram que o país espera por decisões concretas. "Para além da solidariedade e da emoção após os atentados e Paris, a França quer decisões concretas em matéria de luta contra o financiamento do terrorismo", declarou à AFP Michel Sapin.

Cooperação na crise migratória

Ainda segundo o documento a que a Reuters teve acesso, os chefes de Estado e de Governo reconhecem que a crise de migratória constitui um problema mundial e que deve ser tratado de forma coordenada. Os Estados membros do G20 devem ainda aumentar a ajuda financeira destinada às organizações internacionais que estão implicadas na resolução da crise, em particular ao conflito sírio.

Questões económicas

Ainda de acordo com a Reuters, o o G20 irá defender que é preciso “calibrar com cuidado” e comunicar com clareza todas as decisões de política económica que venham a ser tomadas. O apelo parece dirigido, em particular, à Reserva Federal norte-americana, que poderá já a partir de Dezembro iniciar um processo de subida das taxas de juro, com impactos muito significativos para as restantes economias do Globo.

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Lamentamos, mas o prazo para estabelecer a ligação em causa foi ultrapassado.