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Mundo

Panama Papers: Cameron e Macri em dificuldade

media David Cameron reconheceu ontem ter beneficiado de acçoes offshore. REUTERS/Christopher Furlong/Pool

O furacão dos "Panama Papers" não poupa ninguém. Já a braços com um possível "Brexit" no referendo sobre a questão no próximo dia 23 de Junho, o Primeiro-Ministro britânico David Cameron esta agora ainda mais sob pressão, poucos dias depois deste escândalo já ter levado à demissão o chefe do governo da Islândia.

 

Depois do escândalo dos "Panama Papers" ter revelado que o pai dele, falecido em 2010, tinha detido durante 30 anos um fundo "Blairmore holding" baseado nas Bahamas com o qual conseguiu fugir ao fisco através de um complexo esquema arquitectado com o já famoso gabinete panamenho Mossack Fonseca, foi a vez ontem do próprio chefe do governo britânico admitir que teve igualmente em mãos participações neste fundo, participações que ele diz ter vendido em 2010 por 37 mil Euros ainda antes de chegar ao poder. Por ora, é difícil dizer que consequências poderão ter essas revelações, mas o certo é que desde ontem múltiplas vozes, nomeadamente entre os trabalhistas na oposição, têm apelado para a demissão de David Cameron.

Em difícil postura está igualmente o presidente argentino Mauricio Macri eleito em Novembro passado com a luta contra a fraude e a corrupção como cavalos de batalha. De acordo com as revelações dos "Panama Papers", Macri figura no organigrama de duas sociedades offshore, a "Fleg trading" registada nas Bahamas e que existiu entre 1998 e 2008, bem como a "Kagemusha" criada em 1981 no Panamá. Um inquérito aberto pela justiça argentina deve determinar se o presidente deveria ter dado conhecimento disso ao fisco.
 

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Lamentamos, mas o prazo para estabelecer a ligação em causa foi ultrapassado.