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Mundo

Brexit força David Cameron a demitir-se em Outubro

media O primeiro ministro britânico David Cameron, no dia 24 de junho 2016 REUTERS/Stefan Wermuth

O primeiro ministro do Reino Unido David Cameron anunciou hoje de manhã que iria demitir-se do seu cargo a partir do mês de Outubro. O chefe de Estado não acha que pode assumir "o papel de capitão que levará o navio para o novo destino".

Após a vitória do voto favorável à saída do Reino Unido da União Europeia, no referendo do dia 23 de Junho, o Primeiro-Ministro britânico, David Cameron, reiterou a sua convicção de que o seu país seria mais forte como membro da do referido bloco Europeu.

Cameron que respeita a vontade exprimida pelo povo britânico no referendo, deverá apresentar a sua demissão dentro de três meses.

Ele considerou ser incompetente para dirigir o processo que levará em 2017 à desvinculação efectiva da Grã-Bretanha da União Europeia.

Segundo os analistas em Londres, o seu provável sucessor poderia ser o antigo presidente da Câmara de Londres, Boris Johnson. Tido como figura de proa do movimento favorável à saída da Grã-Bretanha da União Europeia, é o candidato potencial à liderança do Partido Conservador britânico.

A liderança dos Tories(conservadores) abrirá à Boris Jonhson o caminho para o n° 10 Downing Street e a função de Primeiro-Ministro britânico.

Nessa qualidade ele chefiará as etapas que resultarão na saída definitiva do Reino Unido da União Europeia, de acordo com o voto do dia 23 de Junho de 2106.

A Grã-Bretanha tinha ingressado na União Europeia sob a impulsão do conservador Edward Heath, em 1973.

Confira aqui a declaração de David Cameron.

"Sempre tive a convicção de que a Grã-Bretanha é muito mais forte, mais segura e muito melhor , no seio da União Europeia. Mas o povo britânico optou claramente por uma outra via. Penso que para conduzir o novo processo, a Grã-Bretanha necessita de uma nova liderança. Como Primeiro-Ministro eu farei todos os possíveis para assegurar a estabilidade do país, nas próximas semanas e meses. Ma eu penso que não seria correcto da minha parte assumir o papel de capitão que levará o navio para o novo destino.

Não tomei esta decisão fácilmente. Mas acredito que é no interesse do Reino Unido ,manter a estabilidade necessária à sua futura liderança. As negociações com a União Europeia para a retirada efectiva, devem ser levadas à cabo por um novo Primeiro-Ministro. Por isso eu acho correcto, que seja o Primeiro-Ministro a decidir quando deve recorrer ao artigo 50 para encetar formal e jurídicamente o processo de saída do Reino Unido da União Europeia."

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Lamentamos, mas o prazo para estabelecer a ligação em causa foi ultrapassado.