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Mundo

China recebe cimeira mundial do G20

media Clima, terrorismo , paraísos fiscais, COP21, prioridades do presidente francês, François Hollande, na cimeira do G20, na China REUTERS/Rolex dela Pena/Pool

Terrorismo, aquecimento global, economia verde, alguns dos temas privilegiados do presidente francês, François Hollande, na cimeira do G20, deste domingo e segunda-feira, em Hangzu, na China.

Começou este domingo, 4 de setembro, em Hangzu, na China, a cimeira de chefes de estado e de governo dos países membros do grupo G20, onde estão presentes, pelo menos, dois presidentes em fim de mandato, o americano, Barack Obama e o francês, François Hollande.

O Presidente francês, François Hollande, fixou para esta sua última cimeira do G20, as suas prioridades que vão para a ratificação o mais rápido possível do acordo sobre o clima da COP 21, luta contra o financiamento do terrorismo e contra os paraísos fiscais. 

"A França é a favor da mundialização, mas com a condição que seja regulada e tenha princípios, normas, nomeadamente, para o meio ambiente e o social", lançou logo de entrada nesta cimeira, o presidente francês.

O chefe de estado francês, François Hollande, deixou transparecer a sua oposição a uma conclusão rápida do Tratado de comércio livre entre os Estados Unidos e a União europeia, (TAFTA) que aos olhos da França, não poderá entrar em vigor antes do fim de 2016.

François Hollande, declarou por outro lado que a primeira das suas prioridades nesta cimeira de Hangzu, é a ratificação até ao fim do ano do acordo sobre o clima, concluído, em dezembro, de 2015, em Paris.

Aliás, o presidente francês, sublinhou que a França teve um "primeiro sucesso porque antes mesmo do começo do G20, os Estados Unidos e a China, os maiores emissores de dióxido carbono, tinham anunciado a ratificação do acordo da COP21, tendo apelado aos outros grandes países a fazerem a mesma coisa.

Paralelamente, a esta cimeira, o presidente francês, tem encontros com dirigentes estrangeiros entre os quais, o egípcio Abdel Fattah al-Sissi, o australiano, o saudita, Mohammed ben Salmane ou o russo, Vladimir Putin, a quem dirá que não há "uma solução militar, mas sim, política, do conflito sírio".

Por seu lado, o presidente anfitrião chinês, Xi Jinping, pediu aos seus homólogos para adoptarem "medidas concretas" nesta cimeira dos países do G20.

A China, por exemplo, que está muito interessada no crescimento verde, quer ver resultados sobre a economia verde.

Pequim, quer reafirmar nesta cimeira de Hangzu, a sua imagem  de grande potência e de segunda economia mundial.

De recordar que G20 reúne as 19 principais economias mundiais (industrializadas e emergentes) e a União Europeia, um aglomerado de países que pesa 85% do PIB mundial e 60 por cento da população do planeta.

Os trabalhos desta cimeira do G20 em terras da China, ficam concluídas, amanhã, 5 de setembro.

 

João Matos sobre cimeira do G20 na China 04/09/2016 ouvir

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