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Mundo

CETA: tratado comercial entre europeus e canadianos inquieta Valónia belga

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Paul Magnette presidente da Valónia belga e Martin Schulz, presidente do Parlamento Europeu em Bruxelas. 22 de Outubro de 2016 NICOLAS MAETERLINCK / BELGA / AFP

Os dirigentes da região belga da Valónia decidiram opôr-se a assinatura do CETA (Acordo de Livre-Troca entre a União Europeia e o Canadá) , porque segundo eles, o referido tratado comercial é contrário aos interesses da sua população. Negociado desde há sete anos, o CETA deveria ser assinado no fim do mês de Outubro entre a Comissão de Bruxelas e o governo canadiano. A ministra do comércio do Canadá , Chrysthia Freeland avistou-se no decurso da semana com Martin Schulz, presidente do Parlamento Europeu, em Bruxelas, a quem comunicou o desejo do seu Governo de assinar o acordo no dia 27 de Outubro.

A assinatura do CETA, teóricamente prevista para o dia 27 de Outubro, dependerá dos dirigentes da Valónia, que recusam outorgar à Comissão de Bruxelas o direito de rubricar o polémico acordo comercial.

Tido para os seus detractores como o cópia conforme do Tafta, tratado de livre-troca em curso de negociação entre a União Europeia e os Estados Unidos, o CETA, segundo os especialistas, padece da falta de transparência no respeitante à aplicação de normas técnicas, que o tornam incompatível nomeadamente com as regras sanitárias, comerciais e jurídicas em vigor na Europa.

Os peritos europeus em comércio mundial, realçam designadamente o facto de que à semelhança do TAFTA, o CETA integra aspectos jurídicos, como a obrigatoriedade dos diferendos serem julgados por um tribunal abritral, que são desfavoráveis aos Estados.

 O Presidente da região de Wallonie, Paul Magnette, aprovou as rectificações efectuadas no tratado entre europeus e canadianos, mas considerou que as mesmas são suficientes para acalmar a apreensão dos 3,6 milhões de valões.

Paul Magnette que teve igualmente um encontro com Martin Schulz, exige mais garantias no tocante à salvaguarda dos interesses dos agricultores valões face às poderosas multinacionais.

Os dirigentes e a população da citada província belga receiam nomeadamente que as firmas americanas operando no Canadá, aproveitem o CETA, para escoar a sua volumosa produção , pondo em causa a sobrevivênvia do sector agrícola não só na Wallonie mas também no resto da União Europeia.

O CETA prevê a supressão dos direitos alfandegários para práticamente todos os produtos , com excepção para algumas produções agrícolas como as carnes bovinas e de suíno, provenientes do Canadá.

 Cerca de 8.000 pessoas manifestaram em Amsterdam na Holanda, para exprimir ao seu apoio à Valónia.

Jurjen van den Bergh, coordenador do TTIPAlarm, movimento criado para denunciar o TAFTA, que organizou a manifestação de sábado, declarou estar reconhecido aos Valões da Bélgica.

Jurjen van den Bergh considera que graças à resistência da Valónia, o seu movimento poderá continuar a defender na Holanda a causa de um comércio verdadeiramente honesto e sustentável.

 No protesto de Amsterdão, ocorrido na Museumplein diante do célebre Rijksmuseum, participaram agricultores, empresários, sindicalistas, jovens consumidores, cientistas, juristas, bem como ecologistas e militantes da causa animal.

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Lamentamos, mas o prazo para estabelecer a ligação em causa foi ultrapassado.