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Mundo

Myanmar: Comissão nega genocídio de Rohingyas

media Mulheres Rohingyas em Sittwe, Birmania. REUTERS/Soe Zeya Tun

Uma comissão governamental birmanesa levou a cabo uma investigação sobre as denúncias de violência no Estado de Arakan e nega que um genocídio estivesse em curso contra os muçulmanos rohingyas. Toda a região encontra-se cercada e dezenas de pessoas daquela minoria foram vítimas de execuções sumárias, violações e tortura.

Desde Outubro que dezenas de milhares de Rohingyas fogem a uma operação do exército birmanês, lançado em represália a ataques aos postos fronteiriços no estado de Rakhine, no oeste do país perpetrados por grupos de homens armados, que as autoridades atribuíram a elementos da comunidade rohingya.

Os que conseguiram fugir para o vizinho Bangladesh relataram violações colectivas, mortes e actos de tortura levados a cabo pelo exército de Myanmar. Acusações rejeitadas pelas autoridades e agora registadas no relatório da comissão, liderada por um antigo general do exército, difundido nos meios de comunicação social estatais: a dimensão da população "bengalesa", mesquitas e edifícios religiosos na área atingida pela agitação "são a prova de que não houve casos de genocídio ou perseguição religiosa”.

A Birmânia tem sido criticada pelos alegados abusos do exército contra os muçulmanos rohingya. Inclusive um relatório da Amnistia Internacional divulgado em Dezembro traçava um panorama trágico para esta comunidade. As Nações Unidas dizem ser esta uma das minorias mais perseguidas do planeta.

Os Rohingyas são uma etnia que segue o islão e a quem o governo de Naypyidaw não reconhece o estatuto de etnia nacional nem de cidadãos, desde os anos 80.
 

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