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Mundo

Brasil: Greve de polícias faz mais de 100 mortos

media Desde sábado que os polícias do estado do Espírito Santo, no Brasil, reclamam um aumento salarial e melhores condições de trabalho. REUTERS/Paulo Whitaker

Uma greve de familiares de polícias no estado do Espírito Santo, no sudeste do Brasil, está a originar uma onda de violência: desde que os polícias deixaram de fazer o patrulhamento, além de um aumento nos roubos e de um reforço da presença de militares na região, já terá havido mais de 100 mortos. 

Desde sábado que os polícias do estado do Espírito Santo, no Brasil, reclamam um aumento salarial e melhores condições de trabalho. Proibidos pela Constituição de fazerem greve, são os familiares que estão a fechar a saída dos quartéis-generais em várias cidades do Estado, entre as quais a capital, Vitória, para impedir que os polícias trabalharem.

O estado encontra-se assim sem qualquer tipo de forças de autoridade que assegurem a segurança dos habitantes. É nomeadamente devido a isto que se tem assistido a uma verdadeira onda de violência: o "Globo" avança que terão havido 120 mortos, 200 roubos e um prejuízo ao comércio do Estado que rondará os 50 milhões de euros.

Resposta do Governo

Face à escalada de violência, o Governo enviou, na quarta-feira passada, 1200 militares para restabelecerem a ordem pública. Não foi, no entanto, suficiente, e já foi anunciado que serão enviadas mais 550 unidades. As escolas, autocarros públicos, mantêm-se assim encerradas em Grande Vitória, capital do Estado. 

Depois de ter proposto uma maior atenção à carga horária dos polícias e de rever o valor das promoções, o secretário de Segurança Pública, André Garcia, já afirmou que não vai ceder às exigências dos polícias militares: "esgotámos a capacidade de diálogo. Não vamos restabelecer a disciplina e a hierarquia na Polícia Militar. Vamos reconstruir a Polícia Militar, uma nova Polícia Militar, que não volte as costas à sociedade". 

É também de realçar que, entretanto, 703 militares foram acusados de crime militar de revolta, o que é punível com uma pena de prisão que vai de 8 a 20 anos. André Garcia afirmou também que "vamos identificar as mulheres que fazem parte do movimento e vamos enviar a lista para o Ministério Público Estadual para fazer a análise". 

Fernanda Silva, esposa de um polícia militar, alega que a situação actual da classe é insustentável.

Fernanda Silva, esposa de um polícia militar 10/02/2017 ouvir

Júlio Pompeo, responsável do Estado para os direitos humanos, descarta qualquer aumento salarial alegando razões legais e apela à sensatez da população de Vitória do Espírito Santo, conhecida como "capixaba".

Júlio Pompeo, responsável do Estado para os direitos humanos 10/02/2017 ouvir

 

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Lamentamos, mas o prazo para estabelecer a ligação em causa foi ultrapassado.