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Mundo

Brexit começa a 29 de Março

media Theresa May activa o Brexit a 29 de Março. REUTERS/Toby Melville

Depois de cultivar um grande secretismo durante vários dias sobre a data precisa, o governo britânico finalmente anunciou quando irá formalizar o desejo de sair da União Europeia. Será na quarta-feira 29 de Março, 2 dias depois dos 60 anos dao Tratado de Roma que instituiu a fundação da UE, através de uma carta enviada ao Presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk.

Após 40 anos de casamento atribulado, ao invocar formalmente o artigo 50 do Tratado Europeu de Lisboa o Reino Unido vai dar o pontapé de saída para um processo negocial que deve durar cerca de 2 anos e durante os quais deverão ser definidos os critérios da futura relação entre este país e os 27.

Depois de receber a 29 de Março o pedido formal de divórcio, a União Europeia refere "estar pronta" e que a resposta chegará em 48 horas. As negociações contudo só deverão começar várias semanas depois, os restantes 27 Estados membros devendo reunir-se antes para adoptar uma posição comum, para não correr o risco de as suas divisões actuais serem eventualmente exploradas no quadro das negociações.

Para Londres, o objectivo é fixar um "Brexit claro e nítido", saír do mercado comum para retomar as rédeas da sua política migratória. Ainda hoje, Theresa May esboçou os contornos da cooperação que pretende ter com a UE, "obter um acordo de comércio livre satisfatório e continuar a cooperar sobre questões com a segurança". A chefe do governo britânico não deixou todavia de dar a entender que está pronta para um braço de ferro ao declarar “nenhum acordo é melhor do que um mau acordo”.

E de facto, do outro lado da mesa, os parceiros europeus também mostram as garras, o presidente da Comissão Europeia, Jean Paul Juncker, tendo reiterado hoje que não vai facilitar as negociações com o Reino Unido e que a escolha será entre “comer o que está na mesa ou nem sequer sentar-se à mesa”. No mesmo sentido, o presidente do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem, disse por seu turno esperar "realismo" por parte do governo britânico quanto ao preço do divórcio bem o seu calendário.

Mais pormenores com Bruno Manteigas.

Bruno Manteigas, correspondente da RFI em Londres 20/03/2017 ouvir

Refira-se ainda que o Brexit poderia ter efeitos colaterais. A Escócia que no quadro do referendo sobre o Brexit no passado mês de Junho tinha maioritariamente votado a favor da continuação do Reino Unido no seio da UE, tem agitado a novamente a hipótese de tomar a sua independência. A chefe do governo local anunciou há dias que ia tomar medidas neste sentido, o parlamento escocês devendo precisamente votar na próxima quarta-feira sobre a pertinência ou não de se organizar um novo referendo sobre a sua independência. Em 2014, aquando de um primeiro referendo, uma maioria de escoceses tinha votado a favor da permanência no Reino Unido, contudo naquela época o Brexit não estava ainda em cima da mesa.

 

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Lamentamos, mas o prazo para estabelecer a ligação em causa foi ultrapassado.