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Mundo

Fracasso sobre o clima ofuscou cimeira do G7 na Itália

media Os presidentes americano Trump e francês, Macron, os estreantes da cimeira do G7, Sicília, Itália, a 26 de maio 2017. REUTERS/Stephane De Sakutin

Terminou ontem a cimeira do G7, na Sicília, Itália, marcada pelo fracasso, sobre o clima, o acordo de Paris de 2015, recusado pelo Presidente americano, Trump, mas o Presidente francês, Macron, ainda acredita no pragmatismo dos Estados Unidos e consequentemente numa mudança de psoção americana.

Os chefes de estado e de governo do G7, já estão de regresso aos seus países, depois de dois dias reunidos em cimeira do grupo dos mais ricos, na Sicília, Itália.

Uma cimeira que fica marcada pela recusa do presidente americano, Donald Trump, de subscrever o acordo sobre o clima, conhecido como COP21, assinado, em 2015, em Paris, pela comunidade internacional, nomeadamente, pelo então presidente americano, Barack Obama.

Mas, Donald Trump, que sempre foi crítico em relação ao acordo sobre o aquecimento climático, reafirmou na cimeira do G7, que não subscrevia o que o ex-presidente Obama assinou em Paris.

Pressionado a ser mais flexível pelos seus colegas do G7, França, Alemanha, Japão, Canadá, Itália e Reino Unido, Trump, prometeu-lhes uma resposta definitiva dentro de uma semana, mas é quase adquirida que ele vai continuar a recusar o acordo de Paris.

É esta pelo menos a análise que faz a chanceler alemã, Angela Merkel, que evocou conversações "muito difíceis e muito decepcionantes", sobre a questão do clima.

Angela Merkel, vai mais longe e sublinha que "nada indica que os Estados Unidos aceitarão permanecer no quadro do acordo" que é muito importante e que não pode negociatas sobre o mesmo.

Aliás, o Presidente americano, que já se encontra de regresso aos Estados Unidos, deseja que os Estads Unidos saiam do acordo de Paris e já informou os seus conselheiros, noticiou o portal de notícias AXIOS.

No entanto, por cá em Paris,  Presidente francês, Emmanuel Macron, mostra-se mais optimista, dizendo que o presidente americano, Trump, é um pragmático, que saiu da cimeira consciente dos desafios do fenómeno, pelo que espera que mude de posição.

"Há poucas semanas, pensava-se que os Estados Unidos iam deixar o quadro dos acordos de Paris e que uma discussão não seria possivel", acrescentou o chefe de Estado francês, Macron.

"Considero que houve progresso e que houve uma verdadeira discussão e trocas de pontos de vista e penso que os argumentos avançados pelos outros 6 Estados do G7, foram extremamente complementares, e creio, permitiram ao presidente, Donal Trump, tomar consciência da importância deste desafio e da sua necessidade, inclusivamente, em matéria económica, sublinhou o Presidente francês, Macron.

Reconhecendo um "desacordo profundo" com Trump, o Presidente Macron, contrariamente, à chanceler alemã Merkel, ainda se mostra positivo sobre a posição futura americana nessa matéria do clima.

O desacordo sobre as mudanças climáticas, entre os 6 membros do G7 e os Estados Unidos, quase que passou para segundo plano, os avanços registados, na cimeira de Sicília, na Itália, em matéria de combate ao terrorismo, a imigração e o comércio internacional.

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Lamentamos, mas o prazo para estabelecer a ligação em causa foi ultrapassado.