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Mundo

Ex-primeira-ministra da Tailândia em exílio

media Yingluck Shinawatra, a ex-primeira-ministra da Tailândia, em 2016. LILLIAN SUWANRUMPHA / AFP

Yingluck Shinawatra, ex-primeira ministra da Tailândia, faltou esta Sexta-Feira de manhã ao seu julgamento no Supremo Tribunal e poderia estar em fuga. Está acusada de corrupção pela junta militar tailandesa no financiamento de um programa de subsídios à produção de arroz.

Yingluck Shinawatra, a ex-primeira-ministra da Tailândia, não compareceu à sessão final do seu julgamento por corrupção no Supremo Tribunal esta manhã. Ela corre o risco de ser condenada a uma pena de prisão até dez anos e pode ser banida de cargos políticos de forma permanente.

A ex-primeira-ministra é acusada de ter financiado um programa de subsídios à produção de arroz a favor dos produtores quando dirigia o país entre 2011 e o golpe militar de 2014. O programa assinado com a China teria provocado uma perda de receitas públicas de 14 milhares de euros, segundo a junta militar actualmente no poder.

Yingluck Shinawatra garante que é inocente e diz-se víctima de um jogo político. Com este processo, a junta militar, força política conservadora, poderia querer reduzir da influência do partido dos Shinawatra, os chamados “camisas vermelhas”.

A crise dos últimos meses surgiu depois do golpe que derrubou Thaksin Shinawatra, o irmão de Yingluck, actualmente no exílio. O partido dos Shinawatra continua a ser uma força central da vida política tailandesa, apoiada pela população rural e urbana mais pobre devido as suas políticas de apoio económico.

Milhares de apoiantes de Yingluck Shinawatra estiveram concentrados à porta do Supremo Tribunal esta sexta-feira. A justiça tailandesa apertou o controlo de fronteiras e já emitiu um mandado de captura contra a ex-primeira-ministra.

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Lamentamos, mas o prazo para estabelecer a ligação em causa foi ultrapassado.