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Mundo

Parlamento Europeu apela a fim das violências contra Rohingyas

media Refugiados Rohingyas sentados à beira da estrada, depois de chegarem num campo de refugiados no Bangladesh. REUTERS/Danish Siddiqui

O Parlamento Europeu exortou hoje o exército da Birmânia a "pôr fim imediatamente" às violências contra os Rohingyas, a minoria muçulmana que tem fugido massivamente rumo ao vizinho Bangladesh. Os parlamentares europeus interpelaram igualmente a dirigente birmana Aung San Suu Kyi a actuar, ameaçando-a com a retirada do prémio Sakharov pela defesa dos Direitos Humanos com o qual foi galardoada no ano de 1990.

Para além desta tomada de posição do Parlamento Europeu, o Secretário de Estado americano Rex Tillerson e ontem os membros do Conselho de segurança da ONU apelaram igualmente ao fim destas violências que se assemelham, de acordo com a Comissão da ONU para os Direitos Humanos, a um "caso típico de limpeza étnica". Ainda segundo as Nações Unidas, desde o início da operação militar contra os Rohingyas em finais de Agosto, cerca de 400 mil membros dessa comunidade fugiram rumo ao Bangladesh, o que leva esta entidade a recear um "cenário do pior", ou seja, que a totalidade dessa minoria muçulmana acabe por abandonar o país e adensar a crise humanitária já vigente do outro lado da fronteira.

Perante a actuação do todo-poderoso exército no seu país, a reserva da dirigente birmana Aung San Suu Kyi tem sido crescentemente criticada. Tem circulado uma petição exigindo que lhe seja retirado o Nobel da Paz que lhe foi atribuído em 1991 e hoje foi a vez do Parlamento Europeu ameaçar retirar-lhe o prémio Sakharov. Pressionada a tomar uma posição, a dirigente que há algumas semanas tinha denunciado uma "campanha de desinformação" em torno da situação dessa minoria que qualificou de "terroristas", deveria expressar-se num discurso televisivo na próxima Terça-feira segundo informaram os seus serviços.

Prenúncio da dimensão que esta crise tem estado a tomar, segundo indica o "Intelligence Group", entidade especializada na vigilância de sites islamistas, a organização terrorista Al Qaeda apelou os muçulmanos a "apoiarem os Rohingyas financeiramente e militarmente". Esta ajuda foi logo rejeitada pelos rebeldes muçulmanos Rohingyas que, em comunicado, pediram aos estados da região para "interceptar e impedir a entrada na Birmânia de terroristas que só poderiam agravar a situação".

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