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Mundo

Myanmar: a impossível reconciliação entre muçulmanos, hindus e budistas

media Mais de 420 000 rohingyas fugiram para o Bangladesh REUTERS/Cathal McNaughton

Trata-se do maior êxodo de rohingyas das últimas décadas. Mais de 420 000 pessoas desta comunidade muçulmana, perseguida pelas autoridades de um país maioritariamente budista, fugiram rumo ao Bangladesh, desde 25 de Agosto, na sequência de uma repressão militar inédita.

Em tempos, na antiga Birmânia, os barbeiros hindus aparavam a barba aos seus vizinhos muçulmanos rohingyas. Mas, exactamente um mês depois do início de uma repressão militar sem precedentes contra os rohingyas, e depois da descoberta de uma vala comum de hindus, a coabitação parece cada vez mais impossível.

Uma vala comum com 17 corpos foi encontrada esta segunda-feira, perto de um local onde ontem já tinham sido recuperados vários corpos, segundo Ni Maul, responsável da comunidade hindu e membro da equipa de buscas.

O exército de Myanmar já ontem tinha anunciado a descoberta de uma vala comum com 28 corpos, vítimas pertencentes à comunidade hindu. O exército garantiu que os hindus foram mortos pelos “terroristas” muçulmanos rohingyas.

Esta vala foi descoberta junto a Kha Maung Seik, na região de Maungdaw, no estado de Rakhine, cenário da violência entre o exército e os rebeldes rohingyas.

Com este anúncio da descoberta de mais 17 corpos, as buscas aumentaram, levadas a cabo por voluntários, exército e polícia na tentativa de encontrar mais corpos.

Desde 25 de Agosto que a violência entre o exército e os rebeldes rohingyas não para de aumentar. Segundo na Nações Unidas, 435 000 pessoas desta minoria muçulmana fugiram de Myanmar rumo ao Bangladesh. A ONU fala em “limpeza étnica”.

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Lamentamos, mas o prazo para estabelecer a ligação em causa foi ultrapassado.