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Mundo

Itália, um tetra-campeão fora do Mundial 2018

media Gianluigi Buffon, guarda-redes italiano, deixa a Selecção Italiana após este desaire. Marco BERTORELLO / AFP

A Itália empatou sem golos frente à Suécia na segunda mão do play-off europeu de apuramento para o Mundial 2018 que vai decorrer na Rússia. Um resultado insuficiente para os italianos carimbarem o passaporte para o campeonato do mundo.

O pior cenário decorreu ontem no Estádio San Siro em Milão para a Selecção Italiana. A "Squadra Azzurra" não conseguir inverter o resultado da primeira mão.

Num Estádio repleto os pupilos de Gian Piero Ventura entraram bem no encontro, dominando e criando oportunidades de golo, no entanto foram incapazes de ter a pontaria afinada para marcar.

A Itália acabou por cair aos pés de uma selecção que adoptou a famosa táctica utilizada pelos italianos, o "Catenaccio", que consiste em defender da melhor maneira um resultado, apostando tudo na organização defensiva, deixando de lado o ataque, que se desenvolve esporadicamente com contra-ataques.

A "Squadra Azzurra" presa no "Catenaccio", foi incapaz de marcar um golo. As duas equipas empataram sem golos, sendo que a Suécia se apurou para o Mundial 2018 com a vitória por 1-0 na primeira mão que decorreu em Estocolmo. O único golo foi da autoria de Jakob Johansson.

Para Pedro Oliveira, jogador de futebol que passou por três clubes em Itália, foi uma eliminação surpresa, mas os problemas dos italianos é bem mais profundo, começando com a formação débil dos jovens atletas.

Pedro Oliveira, Jogador de Futebol 14/11/2017 ouvir

Pela primeira vez desde 1958, a Itália vai falhar um Mundial. Recorde-se que os transalpinos totalizaram 14 presenças consecutivas.

Ainda duas curiosidades em relação a este apuramento: A Suécia regressa a um Mundial, depois de ter disputado aquele em 2006, na Alemanha, uma prova ganha pela Itália. E de referir ainda que em 1958, a última ausência da Itália num Mundial, a prova decorreu em territótio sueco.

Em toda a sua história, a Itália não participou na primeira edição do Mundial, em 1930, no Uruguai, e na Suécia em 1958.

A crise italiana

A Federação Italiana de Futebol reúne-se na quarta-feira para analisar o fracasso da selecção e tomar decisões para o futuro, sobretudo se o selecionador Gian Piero Ventura se mantém no cargo.

Três jogadores já anunciaram que não voltariam a vestir a camisola italiana. "É a maior desilusão da minha carreira. Trata-se do fim de uma era", disse o defesa Andrea Barzagli de 36 anos. "É um momento negro para o nosso futebol e foi o meu último jogo por Itália", confirmou Daniele De Rossi de 34 anos.

O adeus mais emocionante foi o de Gianluigi Buffon: "Não tenho pena por mim mesmo, mas sim por todo o futebol italiano. Falhámos em algo que poderia ter um significado também a nível social. Lamento por tudo terminar assim, não pela passagem do tempo. Aqueles que jogaram sabem o quão duros são estes jogos. Não fomos capazes de nos exibirmos ao nosso melhor nível. Faltou-nos capacidade para marcar. Os play-offs são decididos em detalhes e, hoje, os detalhes estiveram contra nós. Mas conseguimos perceber quando ficamos em falta... Tivemos orgulho, força e fomos persistentes. Sabemos o que temos de fazer para nos levantarmos, como sempre fizemos. A culpa é para ser distribuída por todos. Não pode haver bodes expiatórios. Ganhámos juntos; perdemos juntos. Estou a deixar uma Itália que saberá falar por si mesma. Abraços a todos, especialmente para aqueles que partilharam esta maravilhosa jornada comigo", concluiu o guarda-redes de 39 anos que esteve presente em cino fases finais, tendo vencido o Mundial de 2006.

A Itália fora, a Suécia tornou-se no 29° país apurado para a Rússia, faltam preencher ainda três vagas.

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Lamentamos, mas o prazo para estabelecer a ligação em causa foi ultrapassado.