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Mundo

Conselho de segurança da ONU versus Estados Unidos

media Conselho de segurança da ONU, reunido, a 8 de dezembro, em Nova Iorque, para criticar Estados Unidos que escolhe Jerusalém para sua embaixada REUTERS/Brendan McDermid

Como o previsto, o conselho de segurança da ONU, convocado de urgência, para debater a decisão do presidente americano, Donald Trump, de escolher, Jerusalém, como capital de Israel, para a embaixada dos Estados Unidos, não produziu nenhum efeito, a não ser críticas de países membros, que não têm nenhuma consequência na diplomacia americana.

O conselho de segurança das Nações Unidas, reunido, de urgência, esta sexta-feira, (8) em Nova Iorque, sob a presidência do Japão, limitou-se a críticas dos restantes países membros, a condenar os Estados Unidos, por escolher, Jerusalém, como sede da sua embaixada.

A França e o Reino Unido, que já tinham denunciado a medida de Donald Trump, com o presidente francês, Macron, a dizer, que ia contra o direito internacional, reafirmaram, as mesmas críticas, sem consequências, para os Estados Unidos.

O embaixador da França na ONU, condenou a posição dos Estados Unidos, cuja decisão vai contra "as resoluções do conselho de segurança" sobre o Israel e o processo israelo-palestiniano.

Londres, reagiu no mesmo sentido, com o seu embaixador, a dizer, que o Reino Unido, "não concorda com a decisão americana de mudar a sua embaixada de Telavive para Jerusalém".

Os restantes membros permanentes e não permanentes do conselho de segurança, como os dois pesos pesados, a Rússia e a China, reagiram no mesmo sentido.

Tirando, estas condenações de forma, pergunta-se, quais são as consequências directas, como sanções, contra os Estados Unidos?

Nenhum país do conselho de segurança da ONU, pode adoptar sanções contra os Estados Unidos!

Como é evidente todos os membros do conselho de segurança e toda a comunidade internacional já conheciam a posição diplomática do novo presidente americano, Donald Trump, que defendeu, mesmo no aerópago da ONU, o nacionalismo americano, versus multilateralismo internacional.

E sobre a questão particular de Jerusalém, como capital de Israel, e sede da embaixada dos Estados Unidos, Donald Trump, já havia prometido, durante a sua campanha eleitoral, que, caso ganhasse as eleições, transferiria, a embaixada americana, de Telavive, para Jerusalém.

Logo, nada de novo ! Donald Trump, cumpre a sua promessa, como fez, em relação à saída dos Estados Unidos do acordo sobre o clima de Paris.

E mais: Donald Trump, reconhece Jerusalém, como capital de Israel, mas no seu discurso em que tomou esta decisão, ele, reafirma, que os Estados Unidos, "apoiarão a solução de dois Estados, se os dois lados estiverem de acordo".

O Presidente americano, sublinhou, igualmente, que os Estados Unidos, vão continuar a "apoiar o processo de paz entre Israel e os palestinianos."

É irrealista, pensar-se que os Estados Unidos, super-potência mundial, vão ficar de fora, nas negociações sobre o processo israelo-palestiniano.

O processo de paz no Médio oriente, sem os Estados Unidos, não existirá pura e simplesmente.

De recordar, enfim, que Donald Trump, tomou a sua decisão diplomática, com base na lei de embaixada de 1995, votada pelos parlamentares americanos e pela resolução de maio deste ano, do Senado, reconhecendo, Jerusalém, como capital de Israel.

Aliás, Donald Trump, aproveitou para dizer, que ele cumpria a sua promessa eleitoral, contrariamente, aos precedentes presidentes, Obama, Bill Clinton e George W. Bush, que ganharam eleições, prometendo, também, transferir a embaixada americana de Telavive para Jerusalém.

Donald Trump, serenamente, reafirma, uma vez mais, que defenderá, em primeiro lugar e acima de tudo, a soberania nacional, contra o mundialismo da ONU. E, disse-o, desde o início, de maneira aberta, ao mundo !

João Matos sobre Estados Unidos, Jerusalém e a ONU 09/12/2017 ouvir

 

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Lamentamos, mas o prazo para estabelecer a ligação em causa foi ultrapassado.