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Mundo

Violência árabo-muçulmana contra Israel e Trump

media Manifestantes em frente à embaixada americana no Líbano contra Trump que reconheceu Jerusalém, capital de Israel REUTERS/Mohamed Azakir

Manifestações e acusações de um lado e doutro, no médio oriente, no continente africano ou na Ásia, no seguimento do reconhecimento dos Estados Unidos, de Jerusalém, como capital de Israel, e automaticamente, lugar para a embaixada americana. No mundo árabo-muçulmano, esta decisão é contestada.

Dezenas de milhares de manifestantes em várias capitais do Médio oriente e no Marrocos, para protestar contra a decisão do presidente americano, Donald Trump, de reconhecer Jerusalém, como capital de Israel.

Quarto dia de violência e de protestos, este domingo, 10, nos territórios palestinianos, que custaram a vida a 4 palestinianos.

Protestos ocorreram em Belém, na Cisjordânia, onde se registaram confrontos com soldados israelitas, assim como no Líbano, a polícia utilizou gás lacrimogéneo para dispersar, manifestantes, em frente à embaixada americana.

Em Israel, um palestiniano esfaqueou hoje, em Jerusalém, um agente da segurança israelita, tendo a polícia denunciado um acto de "terrorista".

Tentando impor-se como advogado da causa palestiniana, o Presidente da Turquia, Erdogan, afirmou que o seu país "não abandonará Jerusalém entregue a um Estado terrorista que mata crianças", referência a Israel.

De Paris, o primeiro-ministro, Netanyahut, replicou,  acusando o Presidente turco, Erdogan, de "bombardear os curdos e de ajudar terroristas".

Antes do seu encontro com o presidente Macron, o primeiro-ministro israelita, tinha divulgado um comunicado afirmando que "ouvia vozes na Europa condenando a decisão histórica do presidente Trump, mas que não ouvia nenhuma condenação de disparos de roquetes e incitações à violência contra Israel".

É pois este o clima, com acusações mútuas e manifestações que continuam na próxima semana, em Istambul, durante a cimeira da OCI, Organização de cooperação islâmica, depois, daquelas de hoje no Cairo, nas Universidades de Al-Azhar e de Ain Shams ou protestos de 200 advogados.

Em Rabat, capital do Marrocos, milhares de pessoas, clamavam, "Jerusalém, capital da Palestina" ou no Afeganistão, em Jalalabad, manifestantes queimaram uma efígie de Donald Trump, gritando "morte à América".

Também em Jacarta, capital da Indonésia, 5.000 indonesianos, manifestaram em frente à embaixada americana.

Enfim, ao nível político-diplomático, o presidente da Autoridade palestiniana, decidiu não receber o vice-presidente americano, Mike Pence, por ocasião do seu périplo ao médio oriente, em meados deste mês.

Pence, vai explicar a decisão dos Estados Unidos, em reconhecer Jerusalém, como capital de Israel, logo, lugar para a embaixada dos Estados Unidos.

Recorda-se que a República checa reconheceu logo depois do anúncio de Donald Trump, Jerusalém, como capital de Israel e em 2012, a Rússia já tinha reconhecido Jerusalém ocidental, como capital do estado israelita.

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Lamentamos, mas o prazo para estabelecer a ligação em causa foi ultrapassado.