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Estados Unidos: Míssil enviado a partir do Iémen "fabricado no Irão"

media A Embaixadora americana junto da ONU, Nikki Haley, apresentando os destroços de mísseis que teriam sido atirados do Iémen rumo à Arábia Saudita. REUTERS/Yuri Gripas

Ontem, a Embaixadora americana junto da ONU, Nikki Haley, acusou o Irão de estar a fornecer apoio logístico aos rebeldes Hutis do Iémen que estão em conflito com o poder do seu país que, por sua vez é apoiado por uma coligação árabe chefiada por Riade, acusações logo desmentidas por Teerão.

Ao apresentar os destroços de mísseis e drones que disse serem "provas irrefutáveis" da venda de armamento por Teerão aos rebeldes Hutis , Nikki Haley retomou as acusações formuladas pela Arábia Saudita de que um míssil lançado a partir do Iémen no começo do mês de Novembro e entretanto interceptado antes de chegar ao aeroporto de Riade, teria sido fabricado no Irão.

Nikki Haley acusou o Irão de estar, deste modo, a violar as suas obrigações internacionais, designadamente a resolução 2231 das Nações Unidas que abrange o acordo nuclear concluído em 2015 entre Teerão e as grandes potências, um texto que proíbe ao Irão a venda de todo e qualquer míssil balístico durante cinco anos. Neste sentido, esta responsável referiu que o seu país iria trabalhar na óptica de formar uma coligação internacional para travar o Irão, a Arábia Saudita tendo lançado hoje um apelo do mesmo teor, no intuito de "se actuar imediatamente" contra o seu rival no Médio Oriente.

Do outro lado, ao desmentir estas acusações, Teerão falou em "provas fabricadas" que visam desviar as atenções relativamente ao papel desempenhado pelos Estados Unidos no conflito iemenita. Referindo-se ao apoio dado pelos Estados unidos à Arábia Saudita, o Ministro iraniano dos Negócios Estrangeiros, Mohamad Javad Zarif, argumentou que "o Irão está desde o começo a apelar a um cessar-fogo e ao diálogo no Iémen, enquanto os Estados Unidos têm vendido armas permitindo aos seus aliados matar civis e impor a fome".

Refira-se que paralelamente, no terreno, 28 rebeldes Hutis têm morrido nas últimas 24 horas em bombardeamentos da coligação árabe. Segundo a Organização Mundial da Saúde, a guerra no Iémen já causou mais 8750 mortos, as Nações Unidas mencionando ainda que este país, onde mais de 8 milhões de pessoas estão ameaçadas de fome, está a viver a mais grave crise humanitária do mundo.

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