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Mundo

Conselho de Segurança visita Mianmar

media Membros do Conselho de Segurança da ONU à chegada ao aeroporto de Cox's Bazar, Bangladesh. REUTERS/Michelle Nichols

Depois do Bangladesh, o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas desloca-se esta segunda-feira à antiga Birmânia. Uma visita esperada - e por diversas vezes adiada - no contexto da crise dos Rohingyas.

A ONU denunciou uma limpeza étnica contra os Rohingyas, acusação que é rejeitada pelas autoridades do país. Perto de 700 000 pessoas desta minoria muçulmana fugiram da violência policial do exército birmanês rumo ao Bangladesh.

Na agenda da deslocação, de dois dias, dos embaixadores das Nações Unidas, está um encontro com a dirigente Aung San Suu Kyi e o sobrevoo do estado de Rakhine, onde vive o que resta desta minoria muçulmana, depois de vários meses de perseguição e repressão militar.

Para o embaixador do Koweit, que integra a delegação do Conselho de Segurança da ONU, não se trata de uma deslocação para “envergonhar” Mianmar, mas para mostrar a sua vontade para resolver esta crise, particularmente a questão do retorno dos refugiados Rohingyas no Bangladesh. Por enquanto, de acordo com a ONU, as condições não são propícias para o repatriamento.

Para a organização não-governamental Human Rights Watch (HRW), o Conselho de Segurança deve pressionar Mianmar a admitir crimes cometidos pelo exército. “O Conselho de Segurança deve reconhecer que os Rohingyas não se sentirão seguros enquanto o Governo continuar a negar os factos e deve pressionar Mianmar a cooperar com os investigadores da ONU e abrir a região aos observadores independentes”, sublinhou Kenneth Roth, director-executivo da HRW.

Até agora as acções do Conselho de Segurança da ONU foram insuficientes segundo a HRW. Nenhuma resolução foi proposta sobre os Rohingyas por medo de um veto da China, aliada de Mianmar. "Infelizmente nunca tentamos ver se a China realmente vetaria ou não. A falta de uma resolução do Conselho de Segurança mostra que a Birmânia pode cometer estes crimes com toda a impunidade", acrescentou Kenneth Roth.

A organização pede as Nações Unidas accione o Tribunal Penal Internacional. O TPI, por seu lado, está, também, a examinar se a ex-Birmânia pode vir a ser processada, mesmo que o país nunca tenha reconhecido a sua autoridade.

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Lamentamos, mas o prazo para estabelecer a ligação em causa foi ultrapassado.