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Mundo

Estados Unidos retiram-se do Acordo sobre o Nuclear Iraniano

media Donald Trump enquanto anunciava a retirada do seu país do Acordo Nuclear Iraniano, neste 8 de Maio em Washington. REUTERS/Jonathan Ernst

Tal como se antevia, Trump anunciou a sua decisão de retirar os Estados Unidos do Acordo sobre o nuclear iraniano. Assinado com Teerão em 2015 pelo seu antecessor Barack Obama juntamente com outras potências mundiais, este compromisso que previa o levantamento progressivo das sanções internacionais que pesavam sobre Teerão em troca de garantias de que o Irão não se dotaria da arma atómica, foi incessantemente denunciado por Trump desde a sua chegada à Casa Branca.

Ao anunciar esta decisão, Donald Trump indicou "ter provas de que Teerão tem estado a mentir". Referiu que mesmo que respeitasse os seus compromissos, "Teerão tem -em virtude deste acordo- toda a latitude de continuar " a desenvolver os seus programas no intuito de se dotar da arma nuclear. Neste sentido, o Presidente americano anunciou que vai restabelecer as sanções contra Teerão, referindo contudo que "está pronto a negociar outro acordo logo que Teerão esteja disposto a isso".

Esta decisão que não apanha propriamente ninguém de surpresa, foi considerada "ilegal" e "ilegitima" por Teerão, o Presidente Rohani denunciando "uma guerra psicológica". Os restantes signatários, a França, a Alemanha e o Reino Unido, que tentaram por diversas vezes convencer Trump de não enveredar por essa via, "lamentaram" este anúncio. No Twitter, o Presidente francês declarou que vai trabalhar "colectivamente sobre um quadro mais alargado cobrindo a actividade nuclear, o período a seguir 2025, os mísseis balísticos e a estabilidade no Médio Oriente, em particular na Síria, Iémen e no Iraque". A ONU, por sua vez, apelou ao respeito do acordo.

Por seu turno, o Primeiro-Ministro de Israel que tem incessantemente denunciado este compromisso, saudou a decisão "corajosa" de Trump. No mesmo sentido, a Arábia Saudita, grande rival do Irão na região do Médio Oriente, também disse " saudar e apoiar" esta retirada dos Estados Unidos.

A questão agora é de saber se o Acordo sobre o Nuclear Iraniano pode sobreviver à decisão dos Estados Unidos se retirarem dele. A serem restabelecidas, as sanções americanas terão certamente impacto sobre o Irão mas poderiam igualmente condicionar a possibilidade dos restantes signatários respeitarem os seus compromissos. Neste sentido, Londres, Paris e Berlim exortaram Washington a "evitar tomar medidas susceptíveis de estorvar a aplicação do acordo pelas outras partes".

Em termos económicos, a saída dos Estados Unidos do acordo nuclear, obriga companhias como a Boeing que tinha firmado contratos com o Irão a rever os seus planos. A Boeing já disse que "vai conformar-se" à decisão do Presidente americano. Aqui na Europa, a Airbus que tem igualmente negócios com a companhia IranAir, declarou que "vai examinar a decisão de Trump, antes de reagir".

Antes mesmo de esta decisão ser conhecida, os investidores estrangeiros já estavam mostrar-se cautelosos. No caso da França, a petrolífera Total que assinou com o Irão um acordo em 2017 reservou-se logo na altura opções de saída e o gigante francês da construção Bouygues teve de renunciar à edificação de um aeroporto no país perante a reticência dos bancos em financiar o projecto.

Para além das implicações económicas desta retirada de Trump, no aspecto político, no Irão, aumenta a pressão do campo conservador sobre o Presidente Hassan Rohani que apostou muito com a assinatura deste acordo. Numerosos são os "falcões" no Irão que não consideram os ocidentais parceiros dignos de confiança.

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Lamentamos, mas o prazo para estabelecer a ligação em causa foi ultrapassado.