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Mundo

Trump e Kim: o aperto de mão

media O Presidente norte-americano e o líder norte-coreano deram um aperto de mão histórico em Singapura. Reuters

Donald Trump e Kim Jong Un mostraram cordialidade, esta terça-feira, durante a cimeira histórica de Singapura que terminou com a assinatura de um acordo comum. Os termos em que as boas relações entre os dois países vão decorrer, bem como os prazos para a total desnuclearização ainda não foram especificados.

O tão esperado encontro entre o Presidente americano, Donald Trump e o dirigente norte-coreano Kim Jong-un terminou com a assinatura de um documento comum, cujos detalhes ainda não foram divulgados.

Um aperto de mão histórico

O Presidente norte-americano e o líder norte-coreano deram um aperto de mão histórico em Singapura. Uma imagem forte que há poucos meses parecia impossível, devido às vivas tensões das últimas décadas entre os dois países. Os dois homens reuniram-se depois durante 45 minutos, antes de partilharem um almoço de trabalho que durou uma hora.

“Foi um encontro fantástico” que decorreu “melhor do que alguém poderia imaginar”, afirmou Donald Trump durante o almoço com o líder norte-coreano em Singapura. “Viramos a página do passado”, assegurou Kim Jong-un. Os dois dirigentes assinaram igualmente um documento comum.

O que contém o documento

As fotografias do documento assinado pelo Presidente Trump e pelo dirigente norte-coreano indicam que os dois homens acordaram em trabalhar na «desnuclearização completa da península coreana”. As palavras “verificável” e “irreversível” não figuram. Donald Trump assegurou que o processo de desnuclearização será verificado. “Não se trata de de dar um passo atrás”, assegurou. “Vamos verificar. É a completa desnuclearização. A verificação será feita pelos americanos e a nível internacional».

  • “Os Estados Unidos e a Coreia do Norte comprometem-se a estabelecer novas relações conformes ao desejo de paz e prosperidade dos povos dos dois países”.
  • Os Estados Unidos e a Coreia do Norte “uniram esforços para implementar um regime de paz duradoura e estável na península coreana”.
  • “Reafirmação da Declaração de Panmujon de 27 de Abril de 2018, onde a Coreia do Norte se compromete a trabalhar na desnuclearização completa da península coreana”.
  • Os Estados Unidos e a Coreia do Norte “comprometem-se a repatriar os restos mortais dos militares americanos” desaparecidos durante o combate da guerra das Coreias.

No final o chefe de Estado norte-americano deu uma conferência de imprensa onde garantiu que as tropas dos EUA vão continuar na Coreia do Sul, que se manterão as sanções mas sublinhou: "Vamos parar com os jogos de guerra, o que nos permitirá poupar uma grande quantidade de dinheiro. A não ser e pelo menos até percebermos que as negociações futuras não estão a correr como deveriam. Pouparemos uma grande quantidade de dinheiro. Além do mais penso que é um ato provocatório."

O secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, e um oficial de relevo da República Popular Democrática da Coreia ficaram encarregues de prosseguir com as negociações entre os dois países, o mais cedo possível, para pôr em prática o que ficou acordado nesta cimeira.

Este foi o primeiro encontro entre os líderes dos dois países depois de quase 70 anos de confrontos políticos no seguimento da Guerra da Coreia e de 25 anos de tensão sobre o programa nuclear de Pyongyang.

Correspondência de José Carlos Matias 12/06/2018 ouvir

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