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Mundo

Crise de migrantes na UE com a Itália a apresar mais 2 barcos

media O barco Lifeline, tendo a bordo 200 migrantes e refugiados socorridos nas costas líbias e rejeitado pela Itália Hermine Poschmann/Misson-Lifeline/Handout via REUTERS

A Itália apresou, como tinha ameaçado, mais 2 barcos, o Lifeline e o Seefuchs de duas ONG'salemãs. O Lifeline levava a bordo 200 migrantes socorridos nas costas líbias, mas a Holanda já desmentiu que o navio tenha bandeira holandesa. Isto na véspera duma cimeira da União europeia, boicotada pelos países do grupo Vístula.

Continua a tragédia dos migrantes, imigrantes ou refugiados vindos da África do norte, nomeadamente, da Líbia e que chegam aos portos da Itália. A Itália que começou por impedir o atracamento de dois barcos Lifeline e Seefuchs, de ONG's alemãs, acabou por apresá-los, por não estarem em regra.

O navio Lifeline da ONG Mission Lifeline e o barco Seefuchs da Organização Sea Eye "serão apresados pelo governo italiano e ficarão nos nossos portos para verificação da nacionalidade da sua bandeira", declarou o ministro italiano dos Transportes, Danille Toninelli. 

O ministro italiano, sublinhou, no entanto, que "as vidas humanas serão salvaguardadas". Segundo Toninelli, a ONG do barco Lifeline não respeitou regras do direito internacional ao recuperar os imigrantes quando a polícia costeira líbia estava a fazer uma intervenção no mesmo sentido.

Aliás, a Holanda, acaba de declarar que o Lifeline usou "ilegalmente" a bandeira holandesa nessa operação e que os dois barcos não estão registados nos serviços navais holandeses".

Há igualmente fontes que dizem que esses barcos, como o Aquarius, não vão socorrer esses africanos, mas que são pagos, por organizações como o Open Society de George Soros, para ir buscar africanos, para entrarem na Europa.

O bilionário americano de origem húngara, é conhecido por financiar as chamadas primaveras árabes, como na Tunísia, operações de manipulação de jovens nas redes sociais, cujos países ainda esperam as prometidas democracias. 

Esta nova crise da imigração acontece em vésperas de duas cimeiras da União europeia, sobre o assunto, amanhã, (24) e na quinta-feira, em Bruxelas.

Aliás, o presidente francês, Emmanuel Macron, recebeu este sábado no Eliseu, o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sanchéz, cujo país acolheu o barco Aquarius, com 629 migrantes, rejeitado pela Itália e pela França.

De notar que um total de 569 migrantes africanos e asiáticos foram hoje socorridos ao largo das costas espanholas, questão que o primeiro ministro espanhol abordou certamente, com o presidente francês.

Macron, quer formar um eixo Paris, Madrid e Berlim, defendendo uma política europeia para resolver esta crise de imigrantes e refugiados, frente à hesitação da Itália, que não quer arcar sozinha com toda a responsabilidade e dos países da Europa de leste que constituem o grupo Vístula que boicotam as duas cimeiras.

O grupo Vístula é formado, pela Polónia, Eslováquia, República Checa e Hungria, que contam com o apoio da Áustria, que tem igualmente uma política dura de imigração.

Estamos perante uma divisão no seio da União europeia, liderada pela Alemanha e a França, uma Itália, agora com um governo de coligação onde a extrema direita tem o ministério do Interior e o grupo Vístula, que quer uma política de rejeição de imigrantes e refugiados.

Mas a própria França e a Alemanha, têm também os seus problemas internos com a gestão de migrantes e imigrantes. No norte da França, continua por resolver o problema de centros de migantes de Calais, e em Paris, onde grupos de imigrantes, são recorrentemente deslocados de um bairro para outro.

E o caso da Alemanha, que recebeu cerca de 1 milhão de refugiados do Médio oriente, sobretudo da Síria, provocou a eleição de deputados da extrema direita nas últimas eleições, e, na última semana, tem havido uma guerra entre a chanceler Angela Merkel e o seu Ministro do Interior, da CSU da Baviera, que não quer o país continue a receber imigrantes e refugiados.

Vejamos a análise de Orlando Ferraz, Politólogo angolano, residente na Alemanha, onde é igualmente membro da Sociedade alemã de Política externa.

Orlando Ferraz, Politólogo angolano residente na Alemanha e membro da Sociedade alemã de Política externa 23/06/2018 ouvir

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Lamentamos, mas o prazo para estabelecer a ligação em causa foi ultrapassado.