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Reformas sociais de Macron não convencem franceses

Reformas sociais de Macron não convencem franceses
 
Primeiras páginas dos jornais franceses de 27 de agosto de 2018 RFI

Os principais destaques dos jornais franceses vão da  política interna francesa, passando pela Europa dividida, os dissabores do Papa Francisco até ao ébola na RDC. 

Frente ao muro social, título de LIBÉRATION, ilustrado pela foto do presidente Macron. Poder, de compra, emprego, pobreza… uma sondagem da Viavoice, afirma que dois terços dos franceses consideram que o presidente francês não está a fazer o suficiente para reduzir as desigualdades.  Macron, pode, no entanto, contar com o apoio duma franja de 34% da população que partilha os fundamentos macronistas quanto a soluções no quadro da luta contra as desigualdades.

Após o escândalo Benalla e os debates sobre a reforma constitucional, a situação económica e social em França tem todas as chances de se tornar no próximo campo de batalhas entre a maioria e as oposições, acrescenta LIBÉRATION.

Por seu lado L’HUMANITÉ,  titula,  sobre o primeiro ministro Édouard Philippe que dispara um arsenal antissocial. Da super-austeridade a pressões sobre o poder de compra, o PM quer ser o actor que provoca o efeito de choque.

Apresentando as grandes orientações do orçamento para 2019, Édouard Philippe, aposta na austeridade e ataca o poder de compra do agregado familiar francês e os empregos subsidiados. Pelo caminho haverá uma redução de funcionários.

O PM está a fazer a prova dos  9 que o presidente Macron prossegue firme o seu caminho de desmantelamento do modelo social francês, acrescenta, L’HUMANITÉ.

Preocupante aumento de violência nas pessoas, titula, LE FIGARO. Há todos os dias em França cerca de mil agressões referenciadas pelas autoridades.  O número de agressões sexuais explodiu  no primeiro semestre, com recurso nomeadamente a facas e punhais, o que preocupa a polícia francesa. Os actores que estão no terreno descrevem comportamentos mais impulsivos e  é mais rápida, a passagem a vias de facto, nota, LE FIGARO.

Em relação à actualidade mais global, Europa: a marcha contrariada de Macron, titula LE MONDE. O  chefe de Estado, retoma, por uma visita, a partir de amanhã, a Copenhaga, o seu périplo por capitais da União, que tinha iniciado logo a seguir à sua eleição.

Defensor duma refundação do projecto europeu, Macron, tem dificuldades em convencer os principais parceiros da França. O Presidente francês, gostaria de reunir à sua volta o campo eurófilo, frente ao presidente húngaro, Victor Orban, que deseja agregar os eurocépticos. O momento ainda não chegou para uma grande Europa, considera o primeiro ministro dinamarquês, Rasmusssen, que justifica a sua política anti imigrantes, nota LE MONDE.

O mesmo vespertino prefere-se ainda à  pedofilia: o Papa e a conspiração do silêncio. O Papa Francisco revisitou os escândalos que sacodem a Igreja católica, durante a sua visita a Irlanda, pedindo perdão pelos abusos cometidos, sem anunciar sanções.

Mas um representante do campo conservador ao Vaticano, acusa o soberano Pontífice de ter encoberto os culpados e apelou à sua demissão. O autor desta acusação é o arcebispo emérito, Carlos Maria Vigano, ex-Núncio do Vaticano, em Washington. Segundo o prelado, o Papa, teria sido informado desde 2013  dos actos de pedofilia do cardeal americano, McCarrick.

O mesmo LE MONDE, refere-se ainda ao Papa defendendo a psiquiatria para crianças com tendências homossexuais, respondendo a um jornalista no final da sua visita a Irlanda. Quando isso se manifesta desde a infância, há muitas coisas que se pode fazer pela psiquiatria para se ver como são as coisas.

É uma outra coisa quando tal se manifesta depois dos 20 anos. Direi, que o silêncio nunca será um remédio. Ignorar o seu filho ou a sua filha que tem tendências homossexuais é culpa da paternidade ou da maternidade, acrescentou o Papa, citado por LE MONDE.

Por seu lado, LA CROIX, titula, Roingas, a impossibilidade de um regresso. Um ano depois do êxodo dos rohingas fugindo atrocidades do exército birmano, a situação deles permanece hirto no tempo do exílio.

Continuam fugindo o genocídio e as esperanças de um milhão deles refugiados no Bangladesh poder regressar vai diminuindo, nota LA CROIX.

O mesmo jornal, assim como a generalidade da imprensa francesa referem-se igualmente à morte do senador americano de John McCain. A morte de John McCain, um republicano, contra Trump, sublinha L’HUMANITÉ, enquanto é o desaparecimento de um herói de guerra americano, tanto para LA CROIX como para LE FIGARO.

Enfim, sobre a África, o mesmo LE FIGARO, destaca Ébola na RDC: o número vai duplicar, o que preocupa Gwenola Séroux, dos Médicos sem fronteiras, afirmando que a situação naquele país africano já é complicada.


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