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Mundo

Justiça japonesa faz novas acusações contra Ghosn

media O ex-presidente da Renault-Nissan-Mitsubishi, Carlos Ghosn, preso há quase dois meses no Japão. REUTERS/Regis Duvignau/File Photo

Carlos Ghosn, antigo dirigente do grupo transnacional Renault-Nissan-Mitsubishi Motos, agora apenas na chefia da Renault, preso desde 19 de Novembro em Tóquio, foi hoje hoje formalmente acusado de abuso de confiança e subestimação de rendimentos no período 2015-2018. A justiça japonesa indica que Ghosn incorre uma pena máxima de 15 anos de prisão.

Preso desde 19 de Novembro de 2018 em Tóquio, sob a suspeita de ter cometido irregularidades financeiras no seio da Nissan, entre outros, por ter alegadamente "coberto" prejuízos em negócios pessoais com fundos da Nissan, Ghosn viu hoje o seu caso agravar-se um pouco mais.

Em questão, estão agora a situação de abuso de confiança induzida pela alegada utilização indevida de fundos da Nissan, uns 15 milhões de Euros, em seu proveito próprio e não em negócios da empresa, o que Ghosn ainda esta semana desmentiu, assim como declarações falsas de rendimentos entre 2015 e 2018 do interessado e do seu braço direito Greg Kelly, com valores abaixo dos reais.

Com estas duas novas acusações que poderiam comprometer seriamente o pedido feito pelos seus advogados no sentido de obter a sua libertação sob caução, Ghosn enfrenta a eventualidade de permanecer preso pelo menos até ao 10 de Março, sendo que o início do seu julgamento poderia não acontecer antes de vários meses.

Todavia, a justiça concedeu hoje a Ghosn, para além das visitas dos seus advogados, o direito de receber visitas dos seus familiares e de funcionários dos consulados de França, Brasil e Líbano, os seus três países de origem.

Ghosn que pouco depois da sua detenção foi revogado da direcção da Nissan e da Mitsubishi, continua até ao momento na chefia da Renault. Ontem, durante uma reunião do conselho de administração da construtora automóvel francesa em que se passou em revista os resultados de uma auditoria às contas e remunerações dos dirigentes da empresa, chegou-se à conclusão de que não existiam nenhumas anomalias.

Porém, na imprensa aqui em França, vão filtrando informações que não jogam a favor da permanência de Ghosn com presidente da Renault, nomeadamente quanto à sua suposta domiciliação fiscal nos Países Baixos desde 2012 ou ainda alegadas doações a homens de negócios de diferentes pontos do globo com fundos da Nissan.

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Lamentamos, mas o prazo para estabelecer a ligação em causa foi ultrapassado.