Ouvir Carregar Podcast
  • 16h00 - 16h10 TMG
    Noticiário 22/04 16h00 GMT
  • 16h00 - 16h06 TMG
    Noticiário 21/04 16h00 GMT
  • 16h06 - 16h30 TMG
    Segunda parte da emissão 21/04 16h06 GMT
  • 16h10 - 16h30 TMG
    Segunda parte da emissão 22/04 16h10 GMT
  • 17h00 - 17h10 TMG
    Noticiário 22/04 17h00 GMT
  • 17h00 - 17h06 TMG
    Noticiário 21/04 17h00 GMT
  • 17h06 - 17h30 TMG
    Segunda parte da emissão 21/04 17h06 GMT
  • 17h10 - 17h30 TMG
    Segunda parte da emissão 22/04 17h10 GMT
  • 18h00 - 18h10 TMG
    Noticiário 22/04 18h00 GMT
  • 18h00 - 18h06 TMG
    Noticiário 21/04 18h00 GMT
  • 18h06 - 18h30 TMG
    Segunda parte da emissão 21/04 18h06 GMT
  • 18h10 - 18h30 TMG
    Segunda parte da emissão 22/04 18h10 GMT
  • 19h00 - 19h10 TMG
    Noticiário 22/04 19h00 GMT
  • 19h00 - 19h06 TMG
    Noticiário 21/04 19h00 GMT
  • 19h06 - 19h30 TMG
    Segunda parte da emissão 21/04 19h06 GMT
  • 19h10 - 19h30 TMG
    Segunda parte da emissão 22/04 19h10 GMT
Para aproveitar em pleno os conteúdos mutimedia, deve ter o plugin Flash instalado no seu navegador. Para estabelecer a ligação deve activar os cookies nos parâmetros do seu navegador. Para poder navegar de forma ideal o site da RFI é compatível com os seguintes navegadores: Internet Explorer 8 e +, Firefox 10 e +, Safari 3 e +, Chrome 17 e + etc.
Mundo

Polémica em torno do Twitt de Trump sobre o Golã

media Donald Trump e Benyamin Netanyahu no 26 de Setembro de 2018 em Nova Iorque. REUTERS/Carlos Barria

Apenas 24 horas depois da tomada de posição ontem, via Twitter, do Presidente americano que se pronunciou a favor do reconhecimento da soberania de Israel sobre a parte do planalto do Golã que conquistou em 1967 e anexou em 1981, fontes próximas da presidência americana indicaram esta tarde que Donald Trump poderia rubricar o texto oficializando este reconhecimento já na próxima semana, por ocasião da visita que o chefe do governo israelita deve efectuar a Washington nas próximas segunda e terça-feira.

Tal como Jerusalém, reconhecida desde 2017 por Trump como sendo capital de Israel, o planalto do Golã é outro motivo de contencioso duradoiro no Médio Oriente. Território estratégico que faz fronteira com a Síria, o Líbano e a Jordânia, o planalto concentra também os poucos recursos hídricos da região, daí que suscite todas as cobiças e lutas.

Israel conquistou militarmente uma parte desse território que é também disputado pela Síria em 1967, ao mesmo tempo que o Sinai, a faixa de Gaza, a Cisjordânia e a zona leste de Jerusalém durante o conflito conhecido como a "Guerra dos seis dias". Mais tarde, foi novamente objecto de um novo conflito em 1973, a "guerra de Kipur", que não alterou o mapa regional, sendo que Israel acabou por formalmente anexar em 1981 esse território, sem que a comunidade internacional o tenha alguma vez reconhecido como fazendo parte do Estado hebreu.

A tomada de posição de Donald Trump surgiu numa altura em que Israel tem acusado o Hezbollah de estar a estabelecer secretamente uma base militar na parte não ocupada do planalto e em que o Primeiro-ministro israelita, colocado em questão em casos de corrupção, está em campanha para ser reeleito nas legislativas de Abril. O sinal ontem dado por Trump não deixou evidentemente de ser saudado por Netanyahu.

Já nos países árabes, o Twitt presidencial suscitou uma avalanche de condenações por parte nomeadamente da Síria para a qual isso "não muda nada ao facto de que o Golã é e vai permanecer árabe e sírio". No mesmo sentido, o Conselho de Cooperação do Golfo, organismo que junta a Arábia Saudita, o Bahrein, os Emirados Árabes Unidos, Oman, o Qatar e o Koweit, também lamentaram este posicionamento, a Turquia considerou que as declarações de Trump "colocam a região perto de uma nova crise", o Egipto reiterou que a anexação do planalto por Israel não tem valor legal, à semelhança do que foi reiterado hoje igualmente pela União Europeia.

Sobre o mesmo assunto
 
Lamentamos, mas o prazo para estabelecer a ligação em causa foi ultrapassado.