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Mundo

2 jornalistas e 6500 presos livres por indulto presidencial na Birmânia

media Os 2 jornalistas Wa Lone e Kyaw Soe Oo e famílias após libertação pelas autoridades da ex-Birmânia REUTERS/Ann Wang/Pool

Os 2 jornalistas birmanos, Wa Lone e Kyaw Soe Oo, foram hoje libertados, no quadro de um indulto presidencial, após 500 dias presos. Uma amnistia presidencial que beneficIou outros 6500 prisioneiros para assinalar o novo ano na ex-Birmânia. Os jornalistas tinham sido presos quando fazia uma reportagem sobre o assassínio de pessoas pertencentes à minoria muçulmana rohinga. 

No novo ano que começou no Myanmar, ex-Birmânia, um indulto presidencial, decidiu perdoar e libertar 2 jornalistas birmanos, Wa Lone, de 33 anos, e Kyaw Soe Oo, de 29 anos, que estavam presos há 500 dias, no quadro duma condenação a 7 anos de prisão, acusados de violação de segredos de Estado.

Os 2 jornalistas que trabalhavam para a agência noticiosa Teuters, faziam na altura da prisão uma investigação sobre o assassínio de 10 pessoas pertencentes à minoria muçulmana rohinga.

Mas esta amnistia presidencial, incluiu também a libertação de um total de 6.500 prisioneiros cumprindo penas diversas de prisão no Myanmar, antiga Birmânia.

Nas primeiras declarações feitas à imprensa, após a sua libertação, o jornalista Wa Lone, disse estar "ancioso por retomar o seu trabalho na redacção da Reuters".

De notar que a libertação dos 2 jornalistas que terá beneficiada igualmente os 6.500 outros prisioneiros, vem na sequência de toda uma campanha de comunicação desenvolvida pela agência Reuters no seio da profissão, mas também junto da comunidade internacional, políticos e diplomatas do mundo.

Prisão dos 2 jornalistas provocou indignação internacional 

Na altura da prisão dos jornalistas houve uma indignação geral no seio da comunidade internacional e interrogações sobre a transição política no país, liderada em 2016 pela ex-figura da luta contra a Junta militar, Aung San Suu Kyi, laureada com o prémio Nobel da Paz. 

Wa Lone et Kyaw Soe Oo, foram presos em dezembro de 2017 no quadro duma vasta operação de repressão militar lançada meses antes e que coincidiu com a reportagem que os jornalistas faziam sobre o massacre de 10 rohingas da minoria muçulmana, apátridas, porque considerados estrangeiros no Myanmar.

A investigação dos 2 jornalistas foi completada por colegas e publicada em 2018, ganhando o Prémio Pulitzer, galardão mais prestigioso do jornalismo.

Para Victor Nogueira, especialista dos direitos humanos e antigo dirigente da Amnistia Internacional de Portugal, reagindo à libertação dos 2 jornalistas declarou que "a notícia é obviamente positiva".

Indulto presidencial na ex-Birmânia dá libertação a 2 jornalistas e 6500 prisioneiros 07/05/2019 ouvir
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