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Mundo

Aborto: EUA podem andar para trás 50 anos

media Manifestação a favor do direito ao aborto nos Estados Unidos. Anna GASSOT / AFP

Estados Unidos podem dar um passo atrás de quase 50 anos, se a lei do aborto for proibida no Estado do Missouri. É que a última clínica deste Estado norte-americano, que faz interrupções voluntárias da gravidez, corre o risco de fechar.

Como pano de fundo está uma decisão política do governador republicano do Estado do Missouri, que promulgou, no dia 24, uma lei que proíbe a interrupção voluntária da gravidez a partir da oitava semana.

Na sequência desta decisão, a Clínica Planned Parenthood, a única que ainda pratica a IVG no Estado do Missouri, pode perder a licença ainda esta sexta-feira.

Tudo porque as autoridades sanitárias do Estado dizem não ter ouvido sete médicos durante uma auditoria sanitária feita à clínica.

No entanto, a Planned Parenthood garante que os médicos em questão não pertencem aos seus quadros.

A clínica recorreu para tribunal desta tomada de posição administrativa, e a decisão do Juiz, Michael Stelzer, de Saint-Louis, deve ser conhecida ainda hoje.

E das duas uma: o tribunal proíbe temporariamente o Estado do Missouri de anular a licença da clínica, ou, seguindo as pegadas dos republicanos, fecha as portas da Planned Parenthood a partir da meia noite.

De recordar que, desde o início do ano, oito Estados adoptaram legislação que restringe a prática da IVG.

O assunto está a dividir a sociedade norte-americana, e levou já os principais gigantes americanos do entretenimento, a Netflix, a Warner, a Disney, a Universal e a Sony, entre outros, a ameaçar deixar de filmar em vários Estados, por exemplo, na Geórgia, no sentido lutar contra as restrições à lei do aborto no país.

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Lamentamos, mas o prazo para estabelecer a ligação em causa foi ultrapassado.