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Angola

Angola: Congresso do MPLA agendado para 15 de Junho

media João Lourenço, Presidente da República de Angola. AMPE ROGERIO / AFP

O Comité Central do MPLA Partido no poder em Angola reuniu sexta-feira, em Luanda, cerca de 297 dos seus 363 membros em sessão extraordinária, para convocar o VII Congresso extraordinário, agendado para 15 de Junho deste ano.

Ao discursar no acto de abertura da 7ª sessão ordinária do Comité Central do partido, o Presidente da República e Presidente do partido, João Lourenço, disse que "o partido ficará cada vez mais enfraquecido se continuarmos a pensar que dizer tolerância zero contra a corrupção significa nada fazer" deixando vários avisos aos que "insistem em criticar" a sua cruzada contra a corrupção, "ignorando deliberada e conscientemente que esta foi uma das principais bandeiras que o programa do MPLA submeteu ao sufrágio das urnas".

"O partido estará cada vez mais enfraquecido se continuarmos a pensar que dizer tolerância zero contra a corrupção significa nada fazer, Se continuássemos a agir assim, a médio-longo prazo, o partido cairia no descrédito com sérias consequências para a nossa manutenção como força governante. É isto que pretendemos evitar" alertou.

"Alguns optaram agora por criar e disseminar tanto quanto possível a ideia segundo a qual esta cruzada contra a corrupção está a fragilizar o partido e que pode mesmo levar à sua divisão, é mais falso e enganador, se o MPLA tiver em conta que nas últimas eleições gerais, embora tivesse ganho, o partido perdeu em cada uma delas cerca de 10 pontos percentuais com relação às eleições precedentes" reconheceu, negando assim que seja ele, o autor de divisão no seio dos camaradas, atirando culpa para o seu antecessor.

"Facilmente compreenderemos que muito provavelmente a razão terá sido o castigo que os eleitores nos ingiram pela forma como muitos se serviram impunemente dos bens públicos em benefício próprio, e pela forma como o partido lidava com o problema não passando de um mero discurso" afirmou.

Ouça as declarações de João Lourenço, Presidente do Partido.

João Lourenço, Presidente do Partido 29/03/2019 ouvir

Durante o discurso de abertura de cerca de 20 minutos, o líder do MPLA desde setembro de 2018 garantiu que, "ao contrário do que circula em certos círculos, não haverá uma nova lei da amnistia para os crimes previstos nas duas leis sobre o repatriamento de capitais aprovadas ambas em 2018".

Na ocasião o também chefe de Estado, confirmou que "Angola está a negociar um novo empréstimo do Banco Mundial (BM) de 1,2 mil milhões de dólares, com uma taxa de juros de 2,5 por cento/ano e será reembolsado em 30 anos".

Segundo João Lourenço, o financiamento permitirá a execução de projectos nos sectores da energia e água, bem como da protecção social.

A esse empréstimo, informou, será acrescido um outro financiamento do BM, de 1,5 mil milhões de dólares, para apoio à tesouraria angolana.

Em Angola o Banco Mundial tem, desde 2010, uma carteira de financiamento avaliada em mil milhões, 125 milhões e 70 mil dólares norte-americanos.

João Lourenço, tocou também a questão que envolve José Filomeno dos Santos, o filho do ex Presidente José Eduardo Dos Santos, ao se referir ao antigo chefe do fundo soberano, José Filomeno dos Santos "Zenu", e o seu sócio Jean Claude Bastos de Morais.

"O executivo conseguiu recuperar os 500 milhões de dólares, desviados das contas do BNA para contas em Londres de empresas sem nenhum histórico da atividade empresarial ou financeira visível, cujo o processo crime decorre no tribunal supremo, há dias conseguimos recuperar 2 mil milhões de dólares num banco em Londres, e 1 mil milhão de dólares nas ilhas Maurícias, em património, estes recursos constituem parte dos 5 mil milhões de dólares do Estado Angolano, aplicados no Fundo Soberano, eram geridos contra todas as normas dos fundos soberanos a uma entidade estrangeira e que o próprio fundo soberano de Angola não controlava".

Ouça as declarações de João Lourenço, Presidente de Angola.

João Lourenço, Presidente de Angola 29/03/2019 ouvir

O Comité Central é o órgão deliberativo, do partido no poder. O MPLA que realiza os seus congressos e reuniões, no complexo turístico do Futungo 2, em Luanda.

Além do Banco Mundial, Angola está a apostar em fazer recurso a financiamento de instituições multilaterais, como o Fundo Monetário Internacional (FMI), com quem assinou, em 2018, um acordo de financiamento de 3,7 mil milhões de dólares.

O financiamento está a ser canalizado no apoio aos programas de estabilização macroeconómica e diversificação da economia.

Com a colaboração de Daniel Frederico em Luanda.

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Lamentamos, mas o prazo para estabelecer a ligação em causa foi ultrapassado.