Ouvir Carregar Podcast
  • 16h00 - 16h10 TMG
    Noticiário 19/07 16h00 GMT
  • 16h00 - 16h06 TMG
    Noticiário 14/07 16h00 GMT
  • 16h06 - 16h30 TMG
    Segunda parte da emissão 14/07 16h06 GMT
  • 16h10 - 16h30 TMG
    Segunda parte da emissão 18/07 16h10 GMT
  • 17h00 - 17h06 TMG
    Noticiário 14/07 17h00 GMT
  • 17h00 - 17h10 TMG
    Noticiário 17/07 17h00 GMT
  • 17h06 - 17h30 TMG
    Segunda parte da emissão 14/07 17h06 GMT
  • 17h10 - 17h30 TMG
    Segunda parte da emissão 18/07 17h10 GMT
  • 18h00 - 18h10 TMG
    Noticiário 18/07 18h00 GMT
  • 18h00 - 18h06 TMG
    Noticiário 14/07 18h00 GMT
  • 18h06 - 18h30 TMG
    Segunda parte da emissão 14/07 18h06 GMT
  • 18h10 - 18h30 TMG
    Segunda parte da emissão 18/07 18h10 GMT
  • 19h00 - 19h10 TMG
    Noticiário 18/07 19h00 GMT
  • 19h00 - 19h06 TMG
    Noticiário 14/07 19h00 GMT
  • 19h06 - 19h30 TMG
    Segunda parte da emissão 14/07 19h06 GMT
  • 19h10 - 19h30 TMG
    Segunda parte da emissão 18/07 19h10 GMT
Para aproveitar em pleno os conteúdos mutimedia, deve ter o plugin Flash instalado no seu navegador. Para estabelecer a ligação deve activar os cookies nos parâmetros do seu navegador. Para poder navegar de forma ideal o site da RFI é compatível com os seguintes navegadores: Internet Explorer 8 e +, Firefox 10 e +, Safari 3 e +, Chrome 17 e + etc.
França

Morreu o símbolo do debate francês sobre eutanásia

media Hospital onde estava internado Vincent Lambert, em Reims. 11 de Julho de 2019. FRANCOIS NASCIMBENI / AFP

O francês Vincent Lambert, paciente tetraplégico em estado vegetativo persistente desde um acidente de viação em 2008, morreu esta quinta-feira, dias depois de lhe terem sido desligadas as máquinas que o mantinham em vida. Termina, assim, uma longa batalha jurídica, mediática e política que teve como pano de fundo o debate sobre a legalização da eutanásia.

Vincent Lambert tinha-se tornado no símbolo do debate sobre a eutanásia em França. O antigo enfermeiro, de 42 anos, encontrava-se em estado vegetativo persistente e com lesões cerebrais consideradas irreversíveis desde um acidente de viação em 2008.

Morreu esta quinta-feira, nove dias depois de o hospital onde estava internado ter iniciado o processo de interrupção do fornecimento de água e alimentos por via endovenosa, enquanto aumentava a sedação do paciente. Termina, assim, uma intensa luta nos tribunais entre os familiares do paciente.

A sua esposa, o seu sobrinho e cinco dos seus irmãos pediam que o deixassem morrer e afirmavam que Vincent Lambert lhes tinha dito que preferia morrer do que viver “como um vegetal”, ainda que ele nunca tenha escrito qualquer documento a formalizar essa intenção. Os seus pais, católicos conservadores, uma irmã e um meio-irmão opunham-se rigorosamente a deixá-lo morrer.

Em Abril de 2013, a esposa e os médicos que o acompanhavam decidiram desligar as máquinas do paciente que se encontrava já em estado vegetativo e sem sinais de melhoria, mas os pais discordaram. Desde então, a decisão ficou nas mãos dos tribunais. Este ano, no final de Junho, um tribunal acabou por ordenar que se desligassem as máquinas, contrariando a decisão de 20 de Maio de um outro tribunal que se alinhava com a decisão de 3 de Maio do Comité Internacional dos Direitos das Pessoas Deficientes.

“É um alívio que ele tenha partido porque, concretamente, ele sofreu até ao fim”, declarou aos jornalistas François Lambert, o sobrinho.

Os advogados dos pais, Jean Paillot et Jérôme Triomphe, emitiram um comunicado onde falam em "crime de Estado". "Vincent morreu e foi morto por razões de Estado e por um médico que renunciou ao seu Juramento de Hipócrates”. O Vaticano também reagiu e apontou a morte de Vincent Lambert como “derrota para a humanidade”.

Sobre o mesmo assunto
 
Lamentamos, mas o prazo para estabelecer a ligação em causa foi ultrapassado.