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Mundo

Primeira sondagem leva brasileiros para as ruas

media Candidatos para a segunda volta das eleições no Brasil: Jair Bolsonaro (esq) e Fernando Haddad (dir). REUTERS/Paulo Whitaker/Nacho Doce

O candidato brasileiro de extrema-direita Jair Bolsonaro, é dado como favorito nas sondagens para a segunda volta. Milhares de pessoas participaram esta quarta-feira numa manifestação em São Paulo contra o fascismo eo temido regresso do Brasil à ditadura.

O candidato presidencial Fernando Haddad conseguiu um "apoio crítico" do Partido Democrático Trabalhista (PDT) de Ciro Gomes, de quem se previa o principal reforço para encurtar a enorme distância que o antigo capitão do exército conquistou na primeira volta (46% a 29%).

A sondagem do Datafolha, a primeira realizada depois das eleições de domingo, mostrou que a vantagem só reduziu em um ponto: 58% das intenções de voto são dirigidas a Bolsonaro, do Partido Social Liberal (PSL), e 42% para Haddad, do Partido dos Trabalhadores (PT).

A sondagem foi realizada na quarta-feira com 3.235 eleitores e tem uma margem de erro de 2 pontos percentuais, mas representa um cenário perigoso segundo Alberto Ferreira, advogado brasileiro, que lembra que apesar do voto ser obrigatório, cerca de 30% dos votos são brancos e nulos. "É preciso levar essas pessoas a votar na segunda volta", afirma.

Alberto Ferreira, advogado brasileiro 11/10/2018 ouvir

Reacção na Bolsa

Bolsonaro parece ter atirado um balde de água fria nos mercados, que tinham recebido com euforia a vitória na primeira volta, ao descartar a privatização da Eletrobras.

O candidato do Partido Social Liberal (PSL) advertiu que poderá limitar a entrada de capitais chineses; "Vai deixar o Brasil na mão dos chineses?", disse Bolsonaro numa entrevista à rede Bandeirantes.

Os mercados não demoraram a reagir. A Bolsa de São Paulo caiu 2,8% nesta quarta-feira e o real desvalorizou em relação ao dólar, fechou com 3,764 reais, acima dos 3,712 da véspera.

As acções da Eletrobras caíram 9% e as de Petrobras, 2,87%. A situação ficou ainda mais conturbada com a notícia de que o Ministério Público Federal abriu uma investigação contra o seu assessor económico, o neoliberal Paulo Guedes, por suspeitas de fraude com fundos de pensão de empresas estatais.

"Apoio crítico"

O PDT de Ciro Gomes, que obteve 12,47% na primeira volta, declarou seu "apoio crítico" à candidatura de Haddad para "evitar a vitória das forças mais reaccionárias e atrasadas do Brasil e a derrocada da democracia".

"Não faremos nenhuma reivindicação. Por isso que a gente fala que é o voto crítico. É voto sem participação em campanha", disse à imprensa o presidente do PDT, Carlos Lupi.

Haddad recebeu até agora apoio do Partido Socialista Brasileiro (PSB) e do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL).

Na corrida para conquistar o centro, Haddad continuou com a operação de se antigo Presidente na prisão, na campanha mudou as cores do logotipo, afastando o tradicional vermelho do partido para adoptar as cores da bandeira do Brasil.

O grande receio de Haddad é não poder debater com Bolsonaro, que não teve alta médica para se dedicar aos compromissos de campanha, como os debates, mas que tem concedido várias entrevistas na televisão.

Haddad garante que está disposto a tudo para debater as propostas de governo."Eu vou na enfermaria que ele quiser, não tem problema, os brasileiros precisam saber a verdade. Se tem fake news, vamos tratar isso como adultos. Eu não tenho problema com nenhum tema, não estou fazendo criancice na internet, contando com a boa fé das pessoas que são crédulas", afirmou Haddad depois de ficar sabendo que o antigo capitão do exército não vai comparecer no debate previsto para esta quinta-feira.

Violência

A polarização da campanha ficou marcada de forma trágica no domingo, quando um mestre de capoeira morreu vítima de facadas depois de ter expressado seu voto no candidato do PT Fernando Haddad.

O assassínio causou indignação e artistas, como Caetano Veloso e Gilberto Gil, prestaram homenagens.

A cantora de funk transexual Jullyanna Barbosa, de 41 anos, denunciou ter sido agredida por um grupo de homens com barras de ferro e socos quando voltava para a casa na manhã de sábado em Queimados, no Rio de Janeiro.

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Lamentamos, mas o prazo para estabelecer a ligação em causa foi ultrapassado.