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Mundo

Venezuela: Tomada de posse polémica de Maduro

media O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, com uma cópia da Constituição Nacional, no Palácio de Miraflores, em Caracas. REUTERS/Manaure Quintero

O Presidente venezuelano Nicolás Maduro tomou nesta quinta-feira posse para um novo mandato presidencial de seis anos.

Nicolás Maduro, Presidente da Venezuela, prestou juramento perante o Supremo Tribunal de Justiça, ao invés da Assembleia Nacional, onde a oposição detém a maioria, já que não reconhece a legitimidade.

A União Europeia e os seus Estados-membros asseguraram que não iam estar representados na tomada de posse. O grupo conhecido como ‘Grupo de Lima’, composto por 13 países latino-americanos - Argentina, Brasil, Canadá, Chile, Colômbia, Costa Rica, Guatemala, Honduras, México, Panamá, Paraguai, Perú, Guiana e Santa Lucia - e o Canadá, também não reconheceu o novo mandato de seis anos que Nicolás Maduro, uma posição que apenas o México não subscreveu.

Portugal, em sintonia com a UE, decidiu não estar presentes, isto apesar de ter uma forte comunidade no país. Para Fernando Campos, conselheiro das Comunidades Portuguesas na Venezuela, a decisão das instituições internacionais é compreensível, apesar da situação no quotidiano ser cada vez mais complicada no país.

Fernando Campos, conselheiro das Comunidades Portuguesas na Venezuela 10/01/2019 ouvir

Segundo os resultados anunciados pelo Conselho Nacional Eleitoral da Venezuela, Nicolás Maduro foi reeleito para um novo mandato presidencial nas eleições antecipadas de 20 de Maio de 2018, com 6 248 864 votos, quer dizer 67,84%.

No entanto a oposição venezuelana alegou irregularidades na eleição, afirmando ainda que não foi respeitada a Constituição do país.

De notar que os Estados Unidos também não reconheceu o novo mandato de Nicolás Maduro, enquanto a União Europeia pediu que sejam realizadas novas eleições presidenciais no país.

Nicolás Maduro contou com o apoio e a presença de vários países apesar da polémica. A Rússia, a China, o Irão, Cuba, a Bolívia, e a Turquia, entre outros, estiveram representados na tomada de posse, essas Nações formando os aliados da Venezuela.

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Lamentamos, mas o prazo para estabelecer a ligação em causa foi ultrapassado.